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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim - Turismo em Governador Celso Ramos SC


A lha de Anhatomirim está situada na baía norte da ilha de Santa Catarina e pertence ao município de Governador Celso Ramos, no litoral do estado de Santa Catarina, no Brasil. Nela está localizada a Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, construída no século XVIII e que constitui-se hoje numa importante atração turística de Florianópolis. Desde 1992 a ilha também faz parte da Área de Proteção Ambiental de Anhatomirim, uma unidade de conservação que abriga grande biodiversidade e recursos naturais.


Turismo

Várias praias do município são utilizadas para lazer e turismo, destacando-se a Ilha de Anhatomirim, pela sua beleza cénica e importância histórica, a qual atrai a visitação de uma grande frota de barcos turísticos vindos do município vizinho, Florianópolis. Além disso outro local famoso regionalmente é a Baia dos Golfinhos, onde podem ser avistados grupos de golfinhos e onde estão localizados restaurantes que recebem os barcos turísticos que visitam a região.Existem várias praias como Palmas, Antenor, Calheiros, Armação e Praia Grande, sendo umas da praias de Santa Catarina com certificação de Bandeira Azul, devido a qualidade ambiental da praia.Atualmente é cobrado um pedágio aos turistas para entrar na cidade durante a temporada de verão

Etimologia: O nome "Anhatomirim" tem origem na língua tupi-guarani e pode ter diferentes significados, dependendo do radical atribuído às palavras de origem. Entre os significados podemos ter "pequena ilha do diabo", "pequena toca do espírito mau", ou ainda, "cão pequeno".


Atrações

A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, ou simplesmente Fortaleza de Anhatomirim, ergue-se na ilha de Anhatomirim ("ilha pequena do diabo" em língua tupi), na barra norte do canal da ilha de Santa Catarina, atual município de Governador Celso Ramos, no litoral do estado de Santa Catarina, no Brasil.

Atrativo Turístico

Imagem: Entrada e Quartel do Comandante

Maior e mais monumental complexo da arquitetura colonial portuguesa existente no sul do país, o conjunto ocupa uma área de 2.678m², integrado pelas seguintes estruturas:

Entrada - conjunto de escadaria de acesso e de um pórtico monumental em estilo oriental, ladeado por duas cortinas de muralhas; de influência oriental, cujo acesso se dá através de uma escada de lioz

Quartel do Comandante - erguido ao centro da Ilha; 

Sobrado colonial que lembra as construções utilizadas como casas de câmara e cadeia, bastante comuns na administração do Brasil Colônia. Esta casa foi provavelmente a primeira sede do Governo de Santa Catarina, onde teria residido o Brigadeiro Silva Paes.

Quartel da Tropa - erguido sobre o terrapleno, voltado para o oceano Atlântico; imagem

Uma construção de grande destaque que representa o auge da imponência das obras de Silva Paes. De estilo clássico, com destaque para as arcadas térreas, apresenta tal apuro de proporções e detalhes que raramente deixava de ser mencionada por viajantes europeus em seus diários. É o maior quartel existente entre as fortificações brasileiras.

Armazém da Pólvora - construído sobre uma elevação, afastado do conjunto principal;

Paiol de Farinha - erguido entre o Quartel da Tropa e o do Comandante;

Casa da Palamenta - destinada à guarda de armamento, restam apenas trechos dos seus alicerces;

Rampa - passagem subterrânea que liga o terrapleno do Quartel da Tropa à Bateria Norte ("falsa braga d'água"), sob as canhoneiras da bateria no terrapleno.

As construções obedecem a diferentes orientações arquitetônicas, integrando diferentes estilos, mesmo tendo sido erguidas num mesmo período, o meado do século XVIII. Ao final do século XIX, alguns de seus edifícios já haviam desaparecido e outros haviam sido construídos, como o novo Paiol e a nova Casa do Comandante.

Serviços Turísticos

As visitas à fortaleza são diárias, pelo serviço de escunas que partem da praia de Canasvieiras, das proximidades da Ponte Hercílio Luz ou da Av. Beira-Mar Norte, em Florianópolis. Também é possível fretar uma pequena embarcação a partir das dezenas de praias da região.

Horário de Funcionamento: Baixa temporada (de abril a novembro): diariamente das 9h às 17h.

Alta temporada (de dezembro a março): diariamente das 9h às 19h. As embarcações poderão atracar na ilha até as 18h.

Valores de entrada: Ingresso: R$ 8 inteira e R$ 4 meia-entrada (com identificação).

Ingresso duplo (visita à Ratones e Anhatomirim): R$ 10 inteira  e R$ 5 meia-entrada (com identificação)

Histórico

Historicamente a ilha de Santa Catarina foi um dos primeiros locais do litoral sul do brasil a sofrer o  processo de ocupação pelos europeus. A partir do século XVII passou a existir uma preocupação da Coroa Portuguesa que lhe atribuía grande importância estratégica, uma vez que Desterro (primitivo nome de Florianópolis) constituía-se num importante ponto de apoio no trânsito para a Região do Rio da Prata. 

Como solução, a Coroa considerou conveniente fortificar o litoral catarinense, incumbindo o Brigadeiro José da Silva Pais, com o cargo de governador da Ilha de Santa Catarina, de projetar e implementar as defesas da ilha. Para esse fim, ele construiu quatro grandes fortalezas. A de Santa Cruz de Anhatomirim foi a primeira, erguida de 1739 a 1744, seguida pela de São José da Ponta Grossa (1740), na Ilha de Santa Catarina, e pela de Santo Antônio (1740), na Ilha de Ratones Grande.

A ilha de Anhatomirim era particularmente interessante pelo fato de ...possuir ancoradouro seguro para uma esquadra de navios de guerra, e o porto que a protege permite a entrada de navios com 300 toneladas, se não deslocar muita água. Antes de prosseguirem viagem na travessia do canal, os navios devem enviar um bote a terra, a Santa Cruz. Sua fortificação foi conquistada e ocupada durante a invasão espanhola da Ilha de Santa Catarina, no início de 1777. A região somente voltou ao domínio português com o Tratado de Santo Ildefonso, em outubro do mesmo ano.

A época da Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), a ilha serviu como depósito de convalescentes, e, no final do século, como posto de controle e de isolamento de doentes atingidos pela febre amarela. Servia de lazareto, Estabelecimento existente junto aos portos, ao qual se recolhem viajantes procedentes de países onde grasse moléstia epidêmica ou contagiosa; hospital de quarentena. A ilha serviu como ponto de sinalização marítima, tendo recebido um farolete composto por uma coluna de ferro de 8 metros de altura. A sua lâmpada, elevada 37,5 metros acima do nível do mar, tem um alcance de dez milhas náuticas. Foi inaugurado em 1883, em substituição ao que existiu desde 1873.

Imagem: Fortaleza de Anhatomirim: aspecto da artilharia. Em primeiro plano uma interessante adaptação de peça colonial.

Durante a Revolução Federalista, em 1894, o interventor federal, Coronel Antônio Moreira César, deu início a uma série de prisões políticas, culminando com o fuzilamento de dezenas de pessoas na ilha de Anhatomirim. Já durante a Segunda Guerra Mundial, a ilha abrigou uma estação rádio telegráfica da Marinha do Brasil, após o que caiu em abandono.

Na década de 1970, o orgão governamental IPHAN deu início à restauração da fortaleza, em parceria como a UFSC, abrindo sua visitação ao público nos anos seguintes. Saiba mais da historia LINK

Aspectos naturais

A Ilha de Anhatomirim, por estar contida na Área de Proteção Ambiental de Anhatomirim, tem a exploração de seus recursos naturais limitada por leis municipais e federais.

Relevo e clima

Três pequenas praias arenosas completam o seu litoral. Seu relevo é bastante modesto: a altitude máxima é de 31 metros acima do nível do mar e a vertente norte apresenta o mais forte declive. Entre a ilha e o continente a profundidade é inferior a 5 metros, sendo intenso o processo de sedimentação.

O clima é quente e temperado em Governador Celso Ramos. Existe uma pluviosidade significativa ao longo do ano em Governador Celso Ramos. Mesmo o mês mais seco ainda assim tem muita pluviosidade. Segundo a Köppen e Geiger a classificação do clima é Cfa. Em Governador Celso Ramos a temperatura média é 19.4 °C. Pluviosidade média anual de 1604 mm.

Fauna e Flora

A fauna marinha é rica, com ouriços, estrelas-do-mar e peixes variados. Uma das grandes atrações são os muitos golfinhos (da espécie Sotalia guianensis) que nadam em suas águas.

Golfinhos e outros mamíferos marinhos

O animal de maior proteção nesta Unidade Conservação é golfinho da espécie Sotalia guianensis (antes dos anos 2000 denominada uma subespécie de Sotalia fluviatilis), também conhecidos popularmente como boto-cinza ou boto-da-manjuba. Na área da APA vivem de forma permanente de 50 a 100 indivíduos destes golfinhos, conforme documento de 2013. Em média, medem 1,5 metros de comprimento e 42 quilos, e se alimentam de espécies de peixes também pescadas por pescadores.

Além do boto-cinza, também ocorrem a presença de outras espécies de golfinhos e mamíferos marinhos, como o boto-preto ou boto-da-tainha (Tursiops truncatus), que ocorre na área sozinho ou em grupos de apenas 3 a 10 animais, além da toninha (Pontoporia blainvillei) e muito raramente o golfinho-pintado-do-Atlântico (Stenella frontalis). A baleia-franca também pode ser avistada na área em certos ocasiões.

Peixes, moluscos e crustáceos

Na área ocorrem diversas espécies de frutos do mar, que servem como fonte de renda e alimentação para a população da região, cuja economia é em boa parte baseada historicamente na pesca destes recursos marinhos. Entre eles podemos destacar o  camarão-branco (Litopenaeus  schimtti), a corvina (Micropogonias  furnieri), a tanhota (Mugil curema), a tainha (Mugil liza), entre muitas outras espécies. Também pode-se destacar a coleta de moluscos como o berbigão (Anomalocardia brasiliana) e o marisco ou mexilhão (Perna perna), além de siris (Callinectes  sapidus e Callinectes  danae). No entanto, cabe-se destacar que muitos destes recursos marinhos encontram-se reduzindo cada vez mais suas populações ao longo dos anos.

Mamíferos terrestres

imagem: Mão-pelada (Procyon cancrivorus) guaxinim

São mamíferos presentes na APA a capivara, lontra, mão-pelada ou guaxinim, e gambá-de-orelha-preta. 

Aves

Também ocorrem da APA ou na região próxima dela, aves consideradas raras para o Brasil, como Flamingo-dos-Andes, registrado principalmente durante o inverno na localidade do Canto dos Ganchos, em frente à foz do Rio Inferninho, e região do estuário do Rio Tijucas.

Objetivos específicos da unidade

A Coordenadoria das Fortalezas está localizada no pavimento térreo do Centro de Cultura e Eventos da UFSC e o contato com o setor pode ser estabelecido pelo e-mail fortalezas@contato.ufsc.br ou pelo telefone (48) 3721-8302. Site: http://fortalezas.org

Ingressos

A esquerda da praia de Canasvieiras você irá encontrar os guichês para compra dos ingressos.

Duração do Passeio: 5 hs. Valor do passeio: R$ 85,00 por pessoa.

Sendo: Sinal de reserva antecipada R$ 15,00 por pessoa via Pagseguro, e o restante no valor de R$ 70,00 por pessoa no embarque para o passeio. Mais informações via Whatsapp: (48) 9 9915 – 4695

Localização

Governador Celso Ramos é um município brasileiro do Estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 27º18'53" sul e a uma longitude 48º33'33" oeste, estando a uma altitude de 40 metros.  Presente na costa catarinense que faz divisa com os municípios Tijucas e Biguaçu. A distância entre Florianópolis e Governador Celso Ramos é de 31 km.

Como chegar

Partindo de carro rumo a Canasvieiras são cerca de 26 Km do centro de Florianópolis numa viagem de cerca de 25 minutos, via SC 401.

Outra opção para conhece-lá é ir de ônibus, entretanto fique ciente que você terá que fazer uma certa baldeação. As linhas que devem ser pegas são as 131, 221, 266, e está viagem dura na média 1 hora e 20 minutos (considere que esse tempo pode sempre aumentar devido as tranqueiras da ilha).


Fonte:

https://fortalezas.ufsc.br/fortalezasanhatomirim/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ilha_de_Anhatomirim

http://fortalezas.org/

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Área de Proteção Ambiental de Piaçabuçu - Turismo Alagoas AL


APA de Piaçabuçu: APA significa “Área de Proteção Ambiental”. Em termos das Unidades de Conservação é a mais permissiva entre os 12 tipos. Área em geral extensa, com certo grau de ocupação humana, com atributos bióticos, abióticos, estéticos ou culturais importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas. As APAs têm como objetivo proteger a diversidade biológica. Disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.

O município de Piaçabuçu situa-se as margens do rio São Francisco, com aproximadamente 18 mil habitantes e cerca de 140 km de distância da capital Maceió, possuidor de um dos maiores atrativos turísticos de Alagoas, toda essa riqueza ambiental é responsável por uma parcela da economia da cidade 

A APA também foi criada para proteger a desova de tartarugas na Praia do Peba. Dos cinco tipos que frequentam a costa brasileira, quatro desovam aqui. A única que não o faz é a tartaruga de couro. A APA também se propõe a proteger as aves migratórias, e nativas, que se alimentam na mesma praia.


Turismo

Localizada na margem esquerda do “Velho Chico”, carinhoso apelido conferido ao rio pelos ribeirinhos e de largo uso no Nordeste, Piaçabuçu tem sua história ligada à exploração do rio São Francisco. A povoação surgiu a partir de uma capela construída em homenagem a São Francisco de Borja, padroeiro da localidade.

Essa região do São Francisco é formada por um ecossistema rico em dunas, mangues, vegetação de mata atlântica, coqueirais, aves migratórias e tartarugas marinhas), o que lhe conferiu o enquadramento em Unidade Conservação de Uso Sustentável, intitulada Área de Proteção Ambiental – APA de Piaçabuçu. 

O turismo é também uma atividade com forte apelo no município, explorando principalmente três ambientes: a praia do Pontal do Peba, as dunas e a foz do São Francisco.  A cidade de Piaçabuçu, com 18 mil habitantes, vive da pesca, plantação de cocos, e turismo.

A potencialidade turística da APA de Piaçabuçu é muito grande e já difundida, consistindo numa das principais vocações do setor econômico do núcleos urbano de Piaçabuçu. 

Atrativos Turísticos
Os atrativos são muitos: 22 quilômetros de dunas que seguem a Praia do Peba. Desde Pontal do Peba, pequena cidade próxima a Piaçabuçu, até a foz do São Francisco. Para o interior das dunas há ainda uma bonita mata de restinga. Nas margens do Velho Chico.

As Dunas de Piaçabuçu são um grande atrativo turístico na região do Rio São Francisco, em Alagoas. No entanto, como diversas espécies de tartarugas marinhas utilizam o local para realizar a desova, a região é também uma área de proteção ambiental. Por esse motivo, cada turista só pode permanecer nas dunas por, no máximo, duas horas.



Atrações na localidade e entornos.

Em termos culturais as expressões mais presentes no município são as festas religiosas (Acompanhamento de Nossa Senhora Mãe dos Homens, Bom Jesus da Misericórdia, São Francisco Borja, Bom Jesus dos Navegantes, São Sebastião, Nossa Senhora da Conceição, Guerreiro, o Coco, a Chegança e o Reisado), as festas populares (Gincana de Pesca de Arremesso e Festival do Coco que foi realizado pela primeira vez este ano). Piaçabuçu. Foto: Antelmo Leão

A região é contemplada por projetos como a Rota do Camurupim, integrado ao pólo turístico de Penedo – Piaçabuçu, do Projeto Baixo São Francisco, Embratur, que ainda está em fase de planejamento. Além disso, é possível projetar trilhas de travessia, visitas aos povoados, entre outras atividades, que no momento, não foram implementadas.

Foz do rio São Francisco
A foz do rio São Francisco é um dos principais pontos turísticos dentro da APA, que também possui como atrativo a visita aos povoados. A paisagem ao longo do rio é belíssima e rende um ótimo passeio ao ar livre. Durante o trajeto, é possível observar a bela mata ciliar e moradores da região que tiram seu sustento da pesca. O encontro das águas não é tão aparente quanto o encontro do Rio Negro e do Solimões, pois o rio e o mar já não têm cores tão distintas, mas o lugar tem uma beleza singular. 

Piaçabuçu possui duas extensas praias: a praia de Pontal do Peba e a praia do Peba; que se estendem desde a Vila de Pontal do Peba até Pontal da Barra. Essas praias são frequentadas por admiradores dos extensos calçadões de Piaçabuçu. A cidade possui 40 km de areias contínuas, sendo considerada a mais extensa do estado de Alagoas e, uma das maiores do Brasil.

Praia do Peba
Águas verdes, areia batida e extensas dunas ao fundo: assim é a belíssima praia do Peba, em Alagoas.

Fica em área de proteção ambiental e é local de desova de tartarugas marinhas. Estende-se ao sul por 22 km de dunas até a foz do Rio São Francisco. Acesso de bugue – somente para veículos autorizados – a partir de Pontal do Peba (ou de barco desde Piaçabuçu).

É possível observar na cidade, a valorização e a preservação da sua natureza: como á área reservada ao cuidado das tartarugas marinhas e das aves migratórias. Piaçabuçu possui duas extensas praias: a praia de Pontal do Peba e a praia do Peba; que se estendem desde a Vila de Pontal do Peba até Pontal da Barra.

Aspectos naturais
Na região da APA de Piaçabuçu predominam as deposições sedimentares datadas do Quaternário. No interior da APA a maior parte dos sedimentos são arenosos, quase exclusivamente de areias amareladas de origem marinha. Variações do solo podem ser observadas especialmente nas desembocaduras dos rios e proximidades, assim como nos mangues e planícies aluvias, várzeas e terraços fluviais.

A APA de Piaçabuçu situa-se dentro da Bacia do Litoral Sul, que ocupa a maior extensão do delta do rio São Francisco, no extremo sudeste do Estado de Sergipe. Existem também, dentro da APA, lagoas de água doce (Lagoa da Taboa, Lagoa dos Ossos e Lagoa Mãe d’água), e depressões hodromórficas que são preenchidas pelas águas pluviais nos períodos de maior precipitação

Para a APA de Piaçabuçu foram estabelecidas sete categorias de zonas: 1) zona de ocupação especial; 2) zona de turismo ecológico; 3) zona de expansão urbana; 4) zona de conservação especial; 5) zona de conservação da vida silvestre; 6) zona de preservação da vida silvestre e 7) zona de uso alternativo

zona de turismo ecológico
Consiste numa faixa de um banco de areia, com morfologia dinâmica, em constante alteração pela foz do Rio São Francisco. Possui ainda, uma lagoa e é desprovida de vegetação. 

Esta zona se localiza no extremo sudeste da APA. Seu perímetro corresponde a 6.533m. Em seu extremo sul partindo do Ponto UTM Fuso 24 785979,9E/8837952,5S o limite da zona margeia o Rio São Francisco até o ponto UTM Fuso 24 784894,9E/8840668,7S ao longo de uma distância de aproximadamente 3.000m, quando passa a fazer limite com a vegetação de restinga. Neste local a zona tem largura aproximada de 500 metros, fazendo limite ao norte com a Zona de Conservação Especial e a nordeste com a Zona de Conservação da Vida Silvestre. Coincide, na maior parte com a área de preservação permanente do Rio São Francisco. 

Seu objetivo consiste em garantir o desenvolvimento do turismo com base ecológica e contemplativa, protegendo os atributos naturais, com baixo impacto antrópico e oferecendo acesso ao público com facilidade e para fins educativos. Esta zona visa ainda, a proteção da fonte de dispersão eólica de sedimentos, garantindo o sistema de dunas existente na APA. Tem como objetivo, também, a proteção de habitats para a fauna visitante e migratória. 

Zona de turismo socioambiental comunitário
Abrange parte das dunas móveis, seus cordões interdunares, com respectiva vegetação rasteira e área de ecótono ou transição, em direção ao Rio da Batinga, com vegetação arbórea, contentora das dunas. Abrange ainda, parte dos campos de várzeas alteradas pelas culturas de arroz. 
Esta zona abrange a área do povoado do Pixaim tendo como limite ocidental o rio da Batinga, desde sua nascente, nas proximidades das dunas. Os demais limites se referem a uma área com extensão de 500 metros a partir das moradias. Corresponde a aproximadamente 183,92 hectares, dentro de um perímetro de 5.600 metros.
O objetivo básico desta zona é a preservação dos atributos socioculturais do Povoado do Pixaim, proporcionando o desenvolvimento de atividades sustentáveis e turismo de base comunitária.  


Relevo e clima

Clima
A Região Nordeste, onde se localiza a APA de Piaçabuçu, possui uma grande variedade de tipos de clima. Isso ocorre, especialmente, pelas coberturas vegetais e pelo gradiente latitudinal, que proporciona uma variedade de temperaturas e grau de evapotranspiração na região.

O clima da região onde a APA se encontra correspondente ao clima megatérmico com chuvas de outono e inverso. É também definido como clima tropical atlântico.

Relevo
Na região da APA de Piaçabuçu predominam as formações litorâneas, correspondentes às acumulações flúvio-lacustres, flúvio-marinhas e marinhas, próprios das regiões marinho-costeiras.

Fenômenos de instabilidade de relevo são esperados para a região da foz do rio São Francisco, já que os processos de constante deposição e remobilização de sedimentos durante a época de enchentes, provoca alterações constantes na altimetria e forma dos depósitos. O relevo é transformado pela constante interferência das intempéries externas. Sendo assim, as dunas são elevações móveis de areia, onde são distinguidas duas partes: uma área de aclive suave ou barlavento, pela qual a areia é empurrada, e uma área de declive abrupto ou sotavento, por onde a areia rola ao cair.

Dentro da APA de Piaçabuçu existe um longo cordão dunar, onde predominam dunas móveis, que deslocam-se a velocidades que podem ultrapassar dez metros por ano. Este é um aspecto relevante ao planejamento da APA, já que o avanço dessas dunas ameaçam o povoado de Bonito, em especial, demandando ações específicas para o gerenciamento desse conflito potencial.

Fauna e flora

Vegetação e flora: A paisagem da região da APA de Piaçabuçu é dominada pela presença de dunas e restingas. A vegetação da região da APA foi classificada em quatro grupos principais:

Floresta Estacional Semidecidual – engloba a formação dos tabuleiros, formação dos vales e encostas, e formação dos terraços aluviais; - Floresta Estacional Decidual – é composta pela formação dos terraços marinhos e das planícies interlagunares; - Vegetação Pioneira – que abrange a formação litorânea, formação aluvial, palustre, flúvio-marinha e flúvio-palustre; - Transição Fitoecológica (ecótono) – engloba a formação dunas subatuais e encostas de cascalheiras.

A formação dominante, em função da área de abrangência, é da vegetação pioneira, que é composta pelas restingas arbustivas e vegetação rasteira, presentes nas dunas. Estudos botânicos apontam para a influência florística exercida pela Mata Atlântica nesses ecossistemas. Em levantamento realizado por Assis et al. (2000) foram identificadas cerca de 455 espécies da flora. Destaca-se a presença de espécies raras ou em vias de extinção, como a Palmeira Piaçabuçu, que deu origem ao nome da região e da APA, os paus d’arco roxos e amarelos, as sucupiras, louros e jacarandás.

Fauna
A fauna da APA de Piaçabuçu está constituída por espécies ligadas às formações vegetacionais abertas, relacionadas especialmente ao Bioma da Caatinga, mas também com influência da Mata Atlântica. Dessa forma, a fauna compõe um mosaico faunístico, especialmente pela composição dada pela herpetofauna e ornitofauna. A entomofauna também não se compõe por espécies habitat-especialistas, mas especialmente por táxons de distribuição bastante ampla. O único endemismo de restingas foi de Mimus gilvus, o sabiá-da-praia. Com relação à fauna aquática, existem diversas espécies de anfíbios, das quais, acredita-se haver endemismos ou espécies ainda não descritas. Da fauna marinha, destacam-se as tartarugas marinhas, os sirênios, em especial o peixe-boi (Trichechus manatus). Além dessas últimas espécies, ameaçadas de extinção, destacam-se o jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris), o falcão peregrino (Falco peregrinus), a zabelê (Crypturellus noctivagus) e a lontra (Lutra longicaudis).

Histórico
A origem do nome da APA de Piaçabuçu vem essencialmente, homenagear a região onde se localiza. Sendo assim, a busca pela origem do nome da APA também remete à busca pela origem do nome da região onde está localizada. As primeiras edificações, especialmente uma igreja construída em homenagem a São Francisco de Borja, entre 1660 e 1670, faziam uso da abundante palha da palmeira nos seus telhados, fazendo disso uma referência. E desde o início do povoamento, o nome do local foi se perpetuando. De origem indígena, vem da união dos nomes: "piaçava" (palmeira) e "guassu" (grande), motivado pela abundância de palmeiras.

A APA de Piaçabuçu foi criada em 21 de junho de 1983, pelo Decreto n° 88.421, sendo a primeira Área de Proteção Ambiental criada no Estado, e a segunda unidade de conservação mais antiga, perdendo apenas para o Parque Municipal de Maceió, criado em 1978. Conforme determinado em seu decreto, a delimitação da APA abrange áreas rurais e periurbanas do Município de Piaçabuçu. Seu objetivo principal é de assegurar a proteção de quelônios marinhos, aves praieiras e fixação de dunas.

Objetivos específicos da unidade

Ingressos
Não há cobrança de ingresso



Localização
Os limites ao sul da APA coicidem com a margem esquerda do Rio São Francisco. A leste, se limita com a costa marinha, onde a APA engloba um cordão dunar, em mosaicos de vegetação rasteira e dunas móveis, limitados por uma extensa praia que liga a foz do Rio São Francisco ao povoado do Pontal do Peba. Ao norte, após o Povoado do Pontal do Peba, o limite é representado pela estrada municipal que divide os municípios de Piaçabuçu e Feliz Deserto. Seguindo por essa estrada, o limite da APA vai até o alcance de uma zona tampão (buffer) de cinco quilômetros a partir da costa, e assim segue até o encontro com o Rio São Francisco.

Como chegar
Devido à localização da APA de Piaçabuçu, na zona costeira, e ainda, às margens do Rio São Francisco, seu acesso pode ocorrer, basicamente, por dois meios: fluvial/marinho ou rodoviário. O acesso aéreo comum, ou comercial, também é viável, desde que complementado pelo acesso rodoviário, conforme descrito a seguir.

A partir da capital do Estado de Alagoas, Maceió, o acesso se dá por meio da rodovia estadual AL-101, por cerca de 120 quilômetros, passando nos aglomerados urbanos das sedes municipais de Barra de São Miguel e oruripe, entre outros.
Existem disponíveis, transportes urbanos coletivos, diários, que transitam entre o Pontal do Peba e as sedes municipais vizinhas: Penedo, Piaçabuçu, Coruripe e Feliz Deserto. Esses transportes facilitam o acesso à sede da APA e proporcionam o trânsito das comunidades locais entre os núcleos urbanos.

Acesso Fluvial e/ou Marinho
O acesso ao povoado de Pontal do Peba, ou à sede da APA, pode ser feito por meio de embarcações marinhas particulares, devido à localização desses à beira mar. A porção meridional da APA, que faz limite com o Rio São Francisco tem sido acessada por turistas e visitantes por meio de embarcações fluviais fretadas para tal fim. Esse passeio é feito com catamarãs e dura cerca de 45 minutos ou 13 quilômetros. Parte da sede municipal de Piaçabuçu e ficam ancoradas por cerca de uma hora, no encontro do rio com o mar, conforme critérios estabelecidos pela gestão da APA.

Onde ficar
Há diversas opções de hospedagem em Pontal do Peba, em Piaçabuçu, dentro da APA que, por ser uma unidade de conservação de uso sustentável, permite moradias e negócios em seus limites.

Contato
NOME DA UNIDADE: Área de Proteção Ambiental de Piaçabuçú
BIOMA: Marinho Costeiro
ÁREA: 9.107,01 hectares
DIPLOMA LEGAL DE CRIAÇÃO: Dec nº 88.421 de 21 de junho de 1983
COORDENAÇÃO REGIONAL: CR6 -Cabedelo/PB
ENDEREÇO: Av. Beira Mar, s/n – Pontal do Peba – Piaçabuçu – CEP: 57.000-000
TELEFONE: (82) 3557.1200

Fonte:
http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/docs-planos-de-manejo/apa_piacabucu.pdf
https://www.wikiparques.org/wiki/%C3%81rea_de_Prote%C3%A7%C3%A3o_Ambiental_de_Pia%C3%A7abu%C3%A7u
file:///C:/Users/Theodoro/Downloads/5381-20794-2-PB.pdf

domingo, 20 de outubro de 2019

Arquipélago de Trindade e Martim Vaz - Área de Proteção Ambiental


Trindade e Martim Vaz é um arquipélago brasileiro localizado no Oceano Atlântico, a cerca de 1 200 km a leste da sede do município de Vitória, do qual faz parte, no estado do Espírito Santo. De todas as ilhas desse arquipélago, apenas Trindade é habitada e a única localidade existente na ilha é o Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade (POIT), uma guarnição militar mantida pela Marinha do Brasil.

O POIT é o local habitado mais remoto do Brasil, estando situado a 1 025 km de distância da localidade mais próxima, que é a guarnição mantida pela Marinha na Ilha Santa Bárbara, no Arquipélago dos Abrolhos. Já as Ilhas Martim Vaz, são conhecidas por serem o ponto extremo leste de todo o território brasileiro, sendo juntamente com o Arquipélago de São Pedro e São Paulo, um dos dois primeiros locais onde acontecem o nascer e o pôr do sol no Brasil.

O arquipélago é constituído por duas ilhas principais (Trindade e Martim Vaz), separadas por 48 quilômetros, que somam uma área total de 10,4 km². As ilhas são consideradas, pelos navegadores, como um imenso paredão no meio do Atlântico. Arquipélago de Trindade e Martim Vaz. Ilha de Trindade. (Foto: Simone Marinho)



Características

Ilhas de Martim Vaz
É um conjunto de ilhas formado pela ilha principal (Martim Vaz, com altitude máxima de 175 metros), duas ilhotas íngremes e inacessíveis (a Ilha do Norte, com altitude máxima 65 metros e a Ilha do Sul, com 122 metros de altitude máxima) e vários rochedos menores, como o Rochedo Agulha, espalhados a 48 km a leste de Trindade, perfazendo uma área total de 0,3 km² (30 hectares).

A vegetação é predominantemente rasteira, com a presença de raros arbustos no topo, que são impiedosamente açoitados pelo vento. A fauna é formada apenas por caranguejos, aranhas endêmicas e centenas de aves migratórias.

Como lajes e alto-fundos cercam as ilhas, mostrando um campo minado nem sempre emerso, desconhecido e pouco registrado nas cartas náuticas, a área apresenta altas probabilidades de naufrágio para embarcações desavisadas de qualquer porte. A única maneira segura de desembarque nas ilhas é através de helicóptero, pelo fato de as ilhas serem literalmente verticais mas planas na parte superior, como um chapadão.

Ilha da Trindade
Trindade é uma ilha vulcânica na costa do estado do Espírito Santo, Brasil, que, junto com Martim Vaz, forma um arquipélago. Com 9,2 quilômetros quadrados de área, encontra-se a 1 167 quilômetros de distância do continente.


Atrações

ESTAÇÃO CIENTÍFICA
Estação científica da ilha da TRINDADE

A Estação Científica da Ilha da Trindade (ECIT) foi inaugurada em dezembro de 2011. Seu projeto arquitetônico foi concebido na Universidade Federal do Espírito Santo - UFES buscando a redução do impacto ambiental. O projeto de construção foi elaborado pela Diretoria de Obras Civis da Marinha – DOCM, incorporando modernas soluções como a técnica construtiva em PVC e explorando a iluminação e a ventilação natural.

A ECIT tem capacidade para alojar até oito pesquisadores, sendo composta por dois camarotes para 4 pessoas cada, sala de estar, cozinha, dois banheiros, varanda e dois laboratórios: seco e úmido. Possui mobiliário adequado à permanência e ao conforto dos pesquisadores.

A programação para permanência na Estação Científica é coordenada pelo Gerente do PROTRINDADE, na SECIRM. Lá, a visitação não é permitida, já que é uma área de preservação. Embora não tenha população permanente, desde 1957 o arquipélago sedia o Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade (POIT), guarnecido por 32 homens da Marinha do Brasil, metade dos quais revezados a cada bimestre. Além da guarda desse território insular brasileiro, esses homens executam a coleta de dados maregráficos e meteorológicos daquela região do Atlântico Sul. Em 14 de setembro de 1914 aconteceu a Batalha de Trindade; uma ação entre navios durante a Primeira Guerra Mundial. A batalha ocorreu ao largo da costa do Brasil na ilha da Trindade entre a Kaiserliche Marine alemã e a Royal Navy britânica.

A Ilha Martim vaz, é brasileira e á ha um marco, uma bandeira nacional hasteada permanentemente. Apesar de isolada e pequena, Trindade é muito importante economicamente para o Brasil. O governo teve uma visão estratégica em 1957, quando decidiu passar à Marinha a tarefa de ocupar e vigiar o local, tomando como base o acordo internacional sobre mares e oceanos. Este acordo, que foi assinado em 1982 durante a “Convenção das Nações Unidas sobre Direito do Mar – Convenção da Jamaica”, garante a exploração econômica à nação mais próximas das 200 milhas marítimas (aproximadamente 370 km) das águas marinhas numa linha reta a partir do seu território. Ou seja, foi feito um acordo amigável, dando o direito de exploração de uma zona econômica exclusiva aos países, de seus mares, dentro deste limite estabelecido.

Por este motivo, Trindade é um ponto estratégico, por ser um território nacional localizado a 640 milhas náuticas (1200 km) numa reta a partir de Vitória, ou ainda águas exclusivamente brasileiras no meio do Atlântico. Esta é a grande vantagem de manter a ilha ocupada. O Brasil tem o direito de usufruir das riquezas das águas nesta região, como a pesca e a exploração de petróleo e outros minerais.

Além do poder de controle militar e da responsabilidade pelas ações na região, como um possível desastre ambiental ou atividades ilegais no país, como os navios de cassinos.

Aspectos naturais
Geografia: A ilhas Trindade e Martim Vaz se localizam a 1 200 km da costa de Vitória, no centro do Atlântico Sul. O arquipélago é formado por duas ilhas principais (Trindade e Martim Vaz), duas ilhotas íngremes e inacessíveis (a Ilha do Norte e a Ilha do Sul) e vários rochedos menores (como o Rochedo Agulha) espalhados a 48 km a leste de Trindade, perfazendo uma área total de 10,4 km². As ilhas alcançam uma altitude máxima de seiscentos metros acima do nível do mar em Trindade.

As duas grandes ilhas principais compõem a maior parte da área terrestre: Ilha da Trindade (9,2 km²), ao sul e a Ilha Martim Vaz (0,3 km²) ao norte.

As outras ilhas são muito menores e de difícil acesso. Trata-se das ilhotas de Martim Vaz, que são a Ilha do Norte e a Ilha do Sul e rochedos localizados a 48 km a leste da Ilha da Trindade.

Relevo e clima
A ilha da Trindade possui um clima que varia entre o tropical semiúmido e o semiárido. Apresenta baixa pluviosidade média anual e duas estações bem definidas, sendo a seca entre janeiro e março. O mês mais quente é março e julho é o mais frio.

Geologia
Extensa cadeia de montanhas submarinas
A ilha da Trindade tem numerosos centros vulcânicos. A atividade vulcânica mais recente aconteceu há aproximadamente 50 000 anos no Vulcão Paredão no ponto mais ao sudeste da ilha. Essa atividade consistiu em fluxo piroclástico que acumulou um cone de cinzas.

Em Trindade ocorreram cinco vulcões acima do nível do mar. O vulcão denominado Complexo de Trindade é o mais antigo dos cinco e caracteriza-se por possuir rochas intrusivas e piroclásticas. Na Enseada da Cachoeira, podem-se reconhecer as rochas mais antigas da ilha. Há, também, a formação Morro Vermelho, resultada de uma erupção explosiva com derrames de lava denominada ankaratrica.

Fauna e flora
A pesquisa ambiental acerca do ecossistema da ilha encontra-se a cargo da equipe de pesquisas do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 1916. De acordo com estudos da instituição, existem 124 espécies botânicas vasculares na ilha, catorze das quais endêmicas. A principal espécie vegetal é a samambaia gigante. A principal espécie animal terrestre na ilha é o caranguejo-amarelo (Gecarcinus lagostoma), que ocorre até mesmo nos picos mais altos. No passado, foram deixados para trás cabras, porcos e outros animais domesticados. Como eles perturbavam o ambiente natural, a Marinha, com base em relatórios do Museu Nacional, erradicou as espécies exóticas. Existem também aves marinhas, sendo predominante a presença de fragatas e uma variação de petréis.

Petrel (do inglês petrel ou do francês pétrel) é a designação comum a várias espécies de aves procelariformes da família Procellariidae, também conhecidas como pardelas ou pardelões, e da família Pelecanoididae (estes últimos mais bem chamados "petréis-mergulhadores").

Todos os petréis são aves marinhas, que frequentam os oceanos, se alimentam de peixes ou de refugos dos navios e nidificam em ilhas isoladas.

Existem apenas dois lugares que essa ave faz ninho: Ilhas Maurício (Mauritius):  Oceano Índico e em Trindade e Martim Atlântico. Distância de 8.915 km entre as Ilhas Maurício até Trindade e Martim Vaz


Tartaruga-verde ou Tartaruga-aruanã - Chelonia mydas
No mar, é grande a variedade de espécies, mas a mais famosa é o cangulo preto, conhecido entre a guarnição da Marinha do Brasil como "pufa", que ataca em cardume ao menor sinal de sangue, com comportamento e agressividade similar às piranhas. A ilha é local de desova de grande contingente da tartaruga-verde (Chelonia mydas) e área de alimentação da tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata). Dentre os Chondrichthyes, é comum a presença do Cação-Lixa, Tubarão Galha-Preta, Tubarão Galha-Branca e Tubarão-Limão (Negaprion brevirostris).

Posto da Marinha
O Posto Oceânico da Ilha da Trindade (POIT) é uma Organização Militar da Marinha do Brasil sediada na Ilha da Trindade. Encontra-se subordinado ao 1° Distrito Naval, sob a responsabilidade do Estado-Maior da Marinha. Instalado em 1957, encontra-se permanentemente guarnecido desde então por um destacamento cuja missão é:

Manter a ilha da Trindade ocupada e garantir a posse dessa fração do Território Nacional;
Realizar observações meteorológicas, maregráficas, e outras atividades de natureza técnica, segundo as normas e instruções emitidas pela Diretoria de Hidrografia e Navegação;
Executar ação de vigilância, no que diz respeito ao movimento de navios e aeronaves nas proximidades da ilha;
Cooperar no acompanhamento do tráfego marítimo;
Preservar as características ecológicas da ilha e do ambiente marinho circundante, contribuindo para a proteção do meio-ambiente e combate a poluição em qualquer de suas formas; e
Servir de base de apoio a grupos que realizem na área atividades autorizadas ou determinadas pelo Comando do 1° Distrito Naval.
Dentro das atividades desenvolvidas pelo Brasil em cumprimento ao programa do Ano Geofísico Internacional 1957-1958, a 11 de agosto de 1957 foi iniciada a reocupação da Ilha da Trindade pela Marinha, com um desembarque efetuado pela Corveta Solimões. A ilha fora anteriormente ocupada pela Marinha em três ocasiões: durante a Primeira Guerra Mundial, de 1924 a 1926, e durante a Segunda Guerra Mundial. A nova comissão, a cargo da Diretoria de Hidrografia e Navegação constituía-se na instalação de um Posto Oceanográfico, que se tornaria permanente ao terminar o "Ano Geofísico" para fins de cooperação geofísica internacional que depois se firmou. A 10 de setembro desse mesmo ano iniciou-se a operação regular do POIT, sob o comando do Capitão de Corveta Carlos Alberto de Carvalho Armando, com o início da observação meteorológica na praia do Príncipe e no pico do Desejado.



Objetivos específicos da unidade
Garantir a conservação dos ambientes insulares, da coluna d'água e dos montes submarinos e das suas espécies de fauna, flora e microrganismos, em particular das espécies endêmicas, presentes no Arquipélago de Trindade e Martim Vaz e no seu entorno;
Contribuir para assegurar os direitos de soberania, para fins de exploração e aproveitamento, conservação e gestão dos recursos naturais, vivos ou não vivos, das águas sobrejacentes ao leito do mar, do leito do mar e do seu subsolo, e de outras atividades com vistas ao uso sustentável da zona econômica exclusiva para fins econômicos;
Promover a execução constante de pesquisa científica e monitoramento da biodiversidade na região;
Contribuir, por meio do mosaico de unidades de conservação e do seu zoneamento, para a recuperação dos estoques pesqueiros;
Contribuir para o ordenamento da pesca, do turismo e das atividades econômicas compatíveis com a conservação ambiental que se apresentem como estratégicas à região; e
Contribuir para a salvaguarda da vida humana, a segurança da navegação e a prevenção da poluição hídrica no Arquipélago de Trindade e Martim Vaz.

Histórico
No reinado de D. Manuel I de Portugal, a ilha de Martim Vaz foi descoberta em 1501 pelo navegador galego João da Nova. No ano seguinte, o navegador português Estêvão da Gama visitou a ilha vizinha e chamou-a Ilha da Trindade. As ilhas permaneceram na posse de Portugal até a independência do Brasil, altura em que passaram a ser brasileiras. Em 1890, o Reino Unido ocupou Trindade, mas os ingleses abandonaram as ilhas em 1896, depois de um acordo entre os dois países, que contou com mediação portuguesa.

Trindade
A frota de Estêvão da Gama, a caminho da Índia, na latitude de 20º S, descobriu, a 18 de maio de 1502, uma ilha que denominou de Ilha da Trindade.

Vários foram os visitantes ilustres que lá estiveram, sendo o mais conhecido o astrônomo inglês Edmund Halley, que chegou a tomar posse da ilha em nome da monarquia britânica (1700). Em 1895, mais uma vez, tentaram os ingleses obter a posse dessa estratégica posição no Atlântico Sul, porém os esforços diplomáticos brasileiros, aliados ao apoio da diplomacia portuguesa, reintegraram a posse da Ilha da Trindade ao Brasil. Para afirmar, de uma vez por todas, a soberania brasileira sobre a ilha, foi erigido um marco na data de 24 de janeiro de 1897.

Martim Vaz
Descoberta em 1512 por João da Nova, foram visitadas em 1514 por Juan de la Cosa, que denominou a ilha principal de Santa Maria Esmeralda. Em 1768, o francês La Pérouse tentou subir as rochas, mas dois de seus marinheiros acabaram morrendo na tentativa. Em homenagem aos mortos, denominou as ilhas do grupo como Martim Vaz. Em 1951, a Marinha do Brasil quis tomar formalmente posse das ilhas e uma guarnição militar tentou hastear a bandeira na ilha principal, contudo a embarcação naufragou ao bater de frente com um rochedo e doze marinheiros perderam suas vidas.

Em 1960, uma expedição científica inglesa com o navio HMS Owen achou uma enseada segura e conseguiu explorar a ilha maior. A primeira aterrissagem na Ilhota do Sul foi feita em 1962 por uma equipe militar a bordo de um helicóptero. Mais recentemente, em 2007, houve outros pousos por helicóptero da aviação naval para a substituição da bandeira nacional lá hasteada. O pesquisador Evaristo Scorza encontrou, nas ilhas, algumas provas de um mineral extremamente raro, a hauynita, apenas encontrado em tempos antigos na China e na Eslováquia.

Localização
Compreende a área da Zona Econômica Exclusiva (http://www.oeco.org.br/dicionario-ambiental/29053-o-que-e-a-zona-economica-exclusiva/) referente ao raio de duzentas milhas náuticas ao redor das Ilhas de Trindade e Martim Vaz, contadas a partir das linhas de base que medem a largura do Mar Territorial, observado o disposto no Decreto nº 8.400, de 4 de fevereiro de 2015.

NOME DA UNIDADE: Monumento Natural das Ilhas de Trindade e Martim Vaz e do Monte Columbia
BIOMA: Marinho Costeiro
ÁREA: 6.769.671,75 hectares
DIPLOMA LEGAL DE CRIAÇÃO: Decreto nº 9.312, de 19 de março de 2018
COORDENAÇÃO REGIONAL: CR11 - Lagoa Santa/MG
TELEFONE: (61) 2028-8730 / (61) 2028-8729

Fonte:
https://www.marinha.mil.br/secirm/protrindade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Trindade_e_Martim_Vaz

sábado, 22 de junho de 2019

Ilha do Bananal Cantão Turismo - Tocantins


Área de Proteção Ambiental (APA) Ilha do Bananal/Cantão - A maior ilha fluvial do planeta está localizada no Brasil, mais especificamente na região oeste do Tocantins, na divisa com os estados de Goiás e Mato Grosso, abrangendo os municípios de Lagoa da Confusão, Pium, Formoso do Araguaia, Caseara e Marianápolis do Tocantins.

A ilha é considerada um dos santuários ecológicos mais importantes do país por estar na faixa de transição entre a Floresta Amazônica e o cerrado, apresentando, assim, fauna e flora bastante diversificadas. A fauna tem espécies comuns ao Pantanal Mato-Grossense, como onça-pintada, boto, uirapuru, garça-azul e tartaruga-da-amazônia, entre outros. Na flora destacam-se vários gêneros de orquídeas terrestres e árvores como maçaranduba, piaçava e canjerana. 

Histórico
É a maior Unidade de Conservação do Estado do Tocantins e contribui de forma direta para a manutenção da biodiversidade do Parque Estadual do Cantão, cuja zona de amortecimento localiza-se em seus limites. A imensa variedade de recursos hídricos e a diversidade de ecossistemas existentes no seu interior faz desta Unidade de Conservação um lugar privilegiado.

A Ilha do Bananal foi descoberta no dia 26 de julho de 1773 pelo sertanista José Pinto Fonseca, quando com seus “batedores de mato” campeavam pelos sertões atrás de malocas de índios para abater e vender como mercadoria bastante valorizada àquela época.

O sertanista deu o nome da ilha de Santana e, mais tarde, o nome foi mudado para Ilha do Bananal devido aos densos bananais existentes. Um ano após a descoberta, em 1774, José de Almeida Vasconcelos, o Visconde da Lapa, instalou na ilha um presídio para início da colonização e garantir a navegação no rio Araguaia.

Os índios Carajás ficaram vários anos em contato com o homem branco e viram surgir uma rede de guarnições militares, diversos núcleos de comércio ativo e até colégios, criados especialmente para seus filhos. Essa euforia não durou 20 anos.

No final do século 19, os três grupos indígenas se dividiam, Carajá, Xambioá e Javaés perfaziam cerca de 4.000 índios.

O nome do Parque Nacional do Araguaia se deve ao rio Araguaia, que se divide em dois braços formando a Ilha do Bananal. O Parque foi designado Sítio Ramsar - área úmida de importância internacional em 1993.

Aspectos naturais
Solo
São 05 (Cinco) os tipos de solos classificados no Atlas do Tocantins presentes na APA Ilha do Bananal/Cantão, a saber: - Solos Hidromórficos; - Solos Concrecionários; - Latossolos; Areias Quartzozas e; Podzólicos.



Geologia
A APA Ilha do Bananal/Cantão é caracterizada por dois acontecimentos geológicos. Um deles foram os Dobramentos Antigos (formação de cadeias de montanhas) acontecidos há aproximadamente 2,6 Bilhões de anos atrás, na Era Proterozóica. Esta área geológica está presente no interior da Unidade. Já o outro acontecimento, Cobertura do Cenozóico (65 Milhões de anos), ocorreu com a sedimentação de materiais desprendidos dos Dobramentos, que foram influenciados pela ação de intempéries (Chuva, sol, frio). Esta área acompanha importantes cursos d’agua localizados no interior da APA, como: Rio Araguaia, Caiapó, Coco, etc).

Hidrologia
Os municípios pertencentes à APA Ilha do Bananal/Cantão, estão inseridos no Sistema Hidrográfico do Rio Araguaia. Neste sistema pertencem as seguintes Bacias Hidrográficas: Bacia do Araguaia (A01); Bacia do Pium (A05); Bacia do Rio do Côco (A06); Bacia do Rio Caiapó (A07) e Bacia do Rio Lajeado (A08).

Relevo
O relevo da APA está classificado em três tipos diferentes: Formas Erosivas, Tipos de Dissecação e Formas de Acumulação. As Formas erosivas são constituídas a partir de processos predominantemente erosivos, onde houve um rebaixamento das saliências, tendendo ao nivelamento do relevo. Os Tipos de Dissecação são formas de relevo entalhadas pelos agentes erosivos, havendo uma dissecação diferencial do relevo, principalmente ao longo da rede de hidrográfica. E as Formas de Acumulação são relevos resultantes da sedimentos, em regiões fluviais, paludais e lacustres, normalmente sujeitos a inundação.

Clima
Clima úmido com moderada deficiência hídrica no inverno, evapotranspiração potencial apresentando uma variação média anual entre 1.400 e 1.700 mm, distribuindo-se no verão em torno de 390 e 480 mm ao longo dos três meses consecutivos com temperatura mais elevada.

Fauna e flora
A ilha é considerada um dos santuários ecológicos mais importantes do país por estar na faixa de transição entre a Floresta Amazônica e o cerrado, apresentando, assim, fauna e flora bastante diversificadas. A fauna tem espécies comuns ao Pantanal Mato-Grossense, como onça-pintada, boto, uirapuru, garça-azul e tartaruga-da-amazônia, entre outros.

Na flora destacam-se vários gêneros de orquídeas terrestres e árvores como maçaranduba, piaçava e canjerana. Na região predominam os campos, conhecidos na região pelo nome de varjões. Aparecem ainda o cerrado, a mata seca de transição, as matas ciliares de igapó, vegetação das encostas secas e de bancos de areia.



Flora
Em sua maioria, a Unidade apresenta região do Cerrado, que é uma região com predominância de vegetação xeromorfa (plantas adaptadas a viverem em climas secos) aberta, dominada e marcada por um estrato herbáceo. Ocorre em quase todo o Estado, preferencialmente em clima estacional (mais ou menos 6 meses secos), sendo encontrada também em clima ombrófilo (presença de muita chuva), quando obrigatoriamente reveste solos lixiviados (lavados) e/ou aluminizados (com a presença de alumínio).

Apresenta ainda, uma pequena porção representada pela Região da Floresta Estacional Semidecidual, um tipo de vegetação predominantemente constituída por fanerófitos (grupo de plantas onde suas gemas estão localizadas há 25 cm ou mais acima do solo) com gemas (brotos ou botões) foliares protegidas da seca por escamas, tendo folhas adultas esclerófilas (deficiência hídrica sazonal e baixo teor de nutrientes no solo) ou membranáceas deciduais (queda de folhas e sua consequente reposição). Ocorre principalmente em áreas de altitude e/ou situadas no sul e sudeste do Estado.

Ilha do Bananal
A Ilha do Bananal é a maior ilha genuinamente fluvial do mundo, com cerca de vinte mil quilômetros quadrados de área (1.916.225 hectares), cercada pelos rios Araguaia e Javaés. Reserva ambiental brasileira desde 1959, é considerada Reserva da Biosfera pela UNESCO desde 1993, sendo também uma das zonas Húmidas de importância internacional, classificadas pela Convenção de Ramsar. A ilha localiza-se no estado brasileiro do Tocantins, estando subdividida entre os municípios de Formoso do Araguaia, Lagoa da Confusão e Pium. Bananal está na divisa de Tocantins com os estados do Mato Grosso (no rio Araguaia) e de Goiás (na porção sul do rio Javaés). Na foz do rio Javaés, localizada no extremo norte da ilha, está a tríplice divisa entre os estados de Tocantins, Mato Grosso e Pará. Essa região insular posiciona-se entre as latitudes 9°44'S e 12°49'S e entre as longitudes 49°52'O e 50°44'O.

Parte da ilha é ocupada pela Terra Indígena Parque do Araguaia, a qual abrange toda a porção sul e boa parte da porção oeste de Bananal até a latitude da cidade de Santa Terezinha (MT); pelo Parque Nacional do Araguaia, que abrange as porções norte e nordeste da ilha; pela Terra Indígena Inãwébohona, que se sobrepõe ao Parque Nacional do Araguaia, estando localizada na porção nordeste da ilha; e pela Terra Indígena Utaria Wyhyna/Iròdu Iràna, que também se sobrepõe ao Parque Nacional do Araguaia e está localizada na porção norte da ilha. Deste modo, toda a Ilha do Bananal é considerada pela constituição federal como terra da união, sendo o maior complexo de reservas existente no estado do Tocantins.

Indígenas

Desde antes da descoberta do Brasil, Bananal é habitada por índios. No presente, existem alguns grupos indígenas presentes nas aldeias da ilha, especialmente das etnias Karajá-Javaé, Avá-Canoeiro e Tapirapé, que ocupam a Terra Indígena Parque do Araguaia e a Terra Indígena Inãwébohona.

No interior da "Mata do Mamão", imensa floresta localizada no centro-norte da ilha, existe um pequeno grupo de Avá-Canoeiros que rejeitam qualquer tipo de contato com a civilização, inclusive com os indígenas das aldeias mais próximas. Esse é o único grupo de índios que até hoje permanece isolado da civilização no Tocantins.

As seguintes aldeias do subgrupo Karajá estão dispostas às margens do rio Araguaia:

Aldeia Karajá Santa Isabel do Morro
Aldeia Karajá Fontoura
Aldeia Karajá Macaúba
Aldeia Karajá Mirindiba
Aldeia Karajá Tytema
Aldeia Karajá JK
Aldeia Karajá Itxalá
Aldeia Karajá Axiwé
Aldeia Karajá Watau

As aldeias a seguir são do subgrupo Javaé e estão dispostas às margens do rio Javaés e do Riozinho:

Aldeia Javaé Waritaxi
Aldeia Javaé São João
Aldeia Javaé Wari-Wari
Aldeia Javaé Canoanã
Aldeia Javaé Cachoeirinha
Aldeia Javaé Barreira Branca
Aldeia Javaé Boa Esperança
Aldeia Javaé Txiodé
Aldeia Javaé Barra do Rio Verde
Aldeia Javaé Txuiri
Aldeia Javaé Boto Velho
Aldeia Javaé Imotxi



Transbananal e Transaraguaia

Bananal é cortada de leste a oeste pela rodovia BR-242, que neste trecho é apenas uma precária estrada de terra em leito natural (sem revestimento primário ou aterro) que fica completamente intransitável no período de chuvas. O trecho da BR-242 que atravessa a Ilha do Bananal é popularmente conhecido na região como Transbananal. Na Ilha do Bananal, a BR-242 faz a ligação entre a Aldeia Txuiri (no rio Javaés), a Aldeia Imotxi (no rio Riozinho) e as aldeias Watau e JK (no rio Araguaia), havendo ainda uma pequena extensão não-oficial que segue até a Aldeia Santa Isabel do Morro. Nos últimos anos, a Transbananal vem se tornando alvo de uma grande polêmica, já que há um projeto orçado em 650 milhões de reais para pavimentar este trecho da BR-242 que passa por dentro da Terra Indígena Parque do Araguaia.

Municípios que compõe a região
A região turística Ilha do bananal é composta pelos municípios de Formoso do Araguaia, Gurupi, Lagoa da Confusão e Peixe. Banhados pelos Rios Formoso, Urubu, Araguaia e Javaé,  Lagoa da Confusão e Formoso do Araguaia são porta de entrada para a Ilha do Bananal e o Parque Nacional do Araguaia. Com topografia plana e grande quantidade de água, a área tem como característica a quantidade de alimentos, que atrai uma diversidade de aves típicas da região, além de aves migrantes.

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