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sábado, 26 de setembro de 2020

Parque Nacional do Catimbau - Turismo em Pernambuco


Criado em 13 de dezembro de 2002, o Parque Nacional do Catimbau está localizado no estado de Pernambuco, tendo como objetivo preservar os ecossistemas naturais existentes, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação ambiental e turismo ecológico.

O parque impressiona por sua grandiosidade, beleza cênica, primitivismo e formações geomorfológicas, que exibem verdadeiras obras de arte, esculpidas por processos erosivos, que originaram formas espetaculares, como chapadões, cânions e pequenas cavernas.

Merecem destaque os sítios arqueológicos com inscrições e pinturas rupestres, estimadas em até 6 mil anos de idade, que constituem uma representação da pré-história dessa região. Constituem uma vitrine de expressões do nosso passado e cultura.

Além do rico patrimônio cultural, a biodiversidade do Catimbau nos presenteia com belíssima vegetação de Caatinga com notáveis espécies endêmicas, especialmente cactáceas e bromeliáceas.


Turismo

O Parna Catimbau é reconhecido como um dos mais importantes conjuntos de sítios arqueológicos do país, sendo entendido como um dos caminhos de dispersão dos povos da Serra da Capivara, no Piauí, teoria baseada nas semelhanças entre os sítios arqueológicos estudados, onde observa-se a chamada tradição Nordeste, apresentando figuras humanas com um tamanho que varia entre cinco a quinze centímetros, em movimentos que remetem a luta, a caça, a dança e o sexo.

No Catimbau, também são encontradas pinturas identificadas como da tradição Agreste, feita de traços mais geometrizados e de difícil identificação temática. Quando se torna possível identificar, observa-se que as figuras, homens e diferentes animais, são bem maiores que na tradição Nordeste e realizadas com traços mais grossos.

Registrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, os sítios arqueológicos são definidos e protegidos pela Lei nº 3.924/61, sendo considerados bens patrimoniais da União. São considerados sítios arqueológicos as jazidas de qualquer natureza, origem ou finalidade, que representem testemunhos da cultura dos paleoameríndios; os sítios nos quais se encontram vestígios positivos de ocupação pelos paleomeríndios; os sítios identificados como cemitérios, sepulturas ou locais de pouso prolongado ou de aldeamento, depositários cerâmicos; e as inscrições rupestres ou locais e outros vestígios de atividade de paleoameríndios.

Buíque apresenta sua força turística calcada ainda nas comunidades tradicionais, no acervo antropológico/cultura dos remanescentes quilombolas do Mundo Novo [já reconhecida pela Fundação Palmares] e Comunidades do Farçola e da Serra do Catimbau [aguardando reconhecimento]; e na reserva indígena Kapinawá, cuja aldeia sede: Mina Grande, conserva vasta gama de expressões culturais que vão desde sua capelinha advinda da adoção/imposição da crença cristã católica, até o toré – expressão máxima de religiosidade ancestral mantida a duras penas. O toré é realizado na Gruta Sagrada da Serra da Mina Grande – divisa com o município de Tupanatinga.

Apesar do lugar impressionar por sua grandiosidade, beleza e história, é ainda um dos parques nacionais menos visitados no país. Para os amantes de ecoturismo e mochileiros que adoram viajar para lugares pouco explorados é um prato cheio. O Parque Nacional do Catimbau é bonito o ano todo, mas a melhor época para visitá-lo é na estação chuvosa, no período de dezembro a junho, quando a caatinga está exuberante.

Atrações

São muitas as atrações no Parque, desde a observação de inscrições rupestres e a beleza cênica dos paredões de arenito e formações rochosas esculpidas pelo vento.

O turismo ecológico no Parque é bastante disseminado com a possibilidade de fazer escaladas e caminhadas.

O sítio arqueológico de Alcobaça é um dos mais importantes, pois concentra um conjunto de grafismos rupestres.

Na região, há cavernas, cânions e lapiais, que são formações multicoloridas esculpidas pela ação dos ventos e chuvas sobre as paredes areníticas.

O Parque tem como atrativo principal o Vale do Catimbau, cuja área impressiona por sua beleza, primitivismo e formações geológicas.

Atrativo Turístico

Várias trilhas, de baixo grau de dificuldade, podem ser percorridas para acesso aos monumentos geomorfológicos e sítios arqueológicos. Existe uma associação de condutores na Vila do Catimbau, porta de entrada do parque, onde também há lojas de artesanato ilustrado com as pinturas rupestres.

Pedra Furada, um dos mais famosos pontos turísticos do Parque Nacional do Catimbau. Acredita-se que há muitos milhares de anos o local onde fica a Pedra Furada era todo coberto pelo oceano. A pedra teria ganhado o furo a partir da erosão causada pela água das chuvas e pelo vento.

O parque também conta com muitas cachoeiras para você tomar um bom banho em meio ao calor do sertão nordestino. Elas estão presentes nas diversas trilhas, passeios pela mata, então, o guia poderá lhe sugerir quais podem ser melhor aproveitadas!

Serviços Turísticos

Ailton, da Associação de Guias do Catimbau. Contato: 087 99986 1143

Luciano guia do vale - contato:  087 99629 2152 -  Intragran @guiadovale

Lembre-se de levar: muita água e lanche, protetor solar, chapéu, óculos de sol, roupas e tênis confortáveis, para a noite, leve casaco (pode fazer frio).

Histórico

Estudos geológicos apontam que o começo de sua formação remonta há 150 milhões de anos. A região possui mais de uma centena de sítios arqueológicos, tendo sido encontradas pinturas rupestres com mais de 6.000 anos e artefatos da ocupação pré-histórica.

O Parque Nacional do Catimbau, no agreste pernambucano, é um dos principais sítios arqueológicos brasileiros.

O Parque Nacional do Catimbau, também conhecido como Vale do Catimbau, é um parque nacional brasileiro do estado de Pernambuco. Criado em 22 de agosto de 2002, abrange os municípios de Buíque, Ibimirim, Sertânia e Tupanatinga, entre o Agreste e o Sertão pernambucano. O parque é o segundo do estado (o primeiro é o de Fernando de Noronha). Catimbau preserva uma das últimas áreas da Caatinga.

É formado por montanhas de topo suave, acredita-se que o nome Catimbau provenha de "morro que perdeu a ponta", no entanto a versão mais aceita entre os que estudam a etimologia da palavra "catimbau" é que ela provém do termo "catimbó", ritual realizado por pajés e rezadores com ascendência indígena. Os rituais com danças e rezas eram realizados para curar as mais diversas doenças do corpo físico e do espírito, sendo assim o termo Vale do Catimbau significa hoje Vale da Reza e da Cura, mais precisamente.

Entre as montanhas encontram-se encostas abruptas e vales abertos. É uma região de intensa erosão. As formações geológicas são compostas de arenitos de diversas cores e tipos que datam de mais de 100 milhões de anos. Apresenta cerca de duas mil cavernas e 28 cavernas-cemitério.

Considerada Área de Extrema Importância Biológica, a unidade apresenta também registros de pinturas rupestres e artefatos da ocupação pré-histórica datados de pelo menos 6 000 anos. São mais de 42 sítios arqueológicos catalogados no Vale do Catimbau. Com isso, o Catimbau é considerado o segundo maior parque arqueológico do Brasil, perdendo somente para a Serra da Capivara, no Piauí. Um dos sítios arqueológicos mais importantes é o de Alcobaça, localizado em um paredão rochoso em forma de anfiteatro. As pinturas rupestres nesta localidade foram efetuadas por distintos grupos étnicos de épocas também distintas, apresentando diversidade nas técnicas e estilo de pintura. Dentro do parque há diversos pontos de visita, inclusive a Pedra Furada. Acredita-se que há milhares de anos o local onde fica a Pedra Furada era coberto pelo oceano e que a pedra se furou a partir da erosão causada pelo vento e pela água das chuvas. O Vale do Catimbau possui elevações com altitude de 900 metros.

Aspectos naturais

O Parque Nacional do Catimbau é considerado o segundo maior parque do estado de Pernambuco e é marcado por belezas naturais, inúmeras espécies de plantas, árvores e flores.

Relevo e clima

O clima predominante na região é o semi-árido do estado do Pernambuco, na zona de transição entre o agreste e o sertão com temperaturas médias anuais de 23°C.

Geralmente, cerca de 60 a 75% das chuvas ocorrem no período de março a abril até junho e julho. O menor período de chuva vai de setembro a janeiro, sendo outubro o mês mais seco.

De junho a outubro, o clima não é tão seco, a paisagem fica mais verde e a temperatura é menos intensa.

Fauna e Flora

A fauna possui uma enorme variedade de espécies animais. A vegetação é típica do bioma Caatinga e apresenta elevada riqueza de espécies vegetais e uma grande variedade de formações fitofisionômicas.

São conhecidas no Catimbau mais de 150 espécies de aves, como o pintassilgo – uma ave endêmica do nordeste brasileiro e ameaçada de extinção –, a maria-macambira e o pica-pauzinho – ambas endêmicas da caatinga – além de ararinhas, canários, papagaios e outras aves comuns no sertão.

Outros animais que podem ser vistos no Parque são o lagarto-das-rochas e a lagartixa-de-kluge.

Objetivos específicos da unidade

O Parna do Catimbau foi criado com o objetivo principal de conservar a sua riqueza natural. Dentro dela destaca-se a sua riqueza geológica, encontrada em seus paredões de arenito e esculturas rochosas de diferentes formas.



Ingressos

Na praça da vila de Catimbau, a 289km de Recife é possível encontrar guias credenciados e habilitados a conduzir pelas trilhas do vale. Existe uma associação de guias (AGTURC) com guias treinados pelo IBAMA.

Localização

O Parque situa-se no Vale do Catimbau, agreste e sertão de Pernambuco, e abrange os municípios de Buíque, Tupanatinga, Inajá e Ibimirim. Coordenadas geográficas 8° 24’ 00” e 8°36´35” S e 37° 09´30’ e 37° 14´40’ W. 

Como chegar

De Recife, seguir pela BR-232 até Caruaru, depois pela PE-180 até Arcoverde.

O acesso ao Parque é feito pela rodovia estadual PA- 270 por mais 15km até o distrito de Carneiro, em Buíque, seguindo até a vila do Catimbau, onde fica o principal acesso do Parque.

Buíque fica a 285km do Recife.

Fonte:

https://www.wikiparques.org/wiki/Parque_Nacional_do_Catimbau

https://www.icmbio.gov.br/portal/visitacao1/unidades-abertas-a-visitacao/732-parque-nacional-docatimbau

https://www.fundaj.gov.br/images/stories/cieg/CAPITULOS/parnadocatimbaucieg.pdf


sábado, 30 de novembro de 2019

Turismo Porto de Galinhas - Pontos Turísticos Ipojuca - PE


Porto de Galinhas é uma praia localizada no município de Ipojuca, no estado de Pernambuco, no Brasil. Considerada um dos cartões postais do estado, essa bela cidade costuma receber um grande número de turistas todos os anos. De clima agradável e diversos atrativos naturais, é um dos destinos mais procurados de Pernambuco. Dentre suas belezas naturais se destaca a Praia de Porto de Galinhas, uma das mais famosas da região. A região possui piscinas de águas claras e mornas formadas entre corais, além de estuários, mangues, areia branca e coqueirais. Toda a região é muito frequentada por turistas e surfistas de diversas nacionalidades, sendo eleita pela revista Viagem e Turismo, da Editora Abril, como a "Melhor Praia do Brasil" por 10 vezes consecutivas.

O município se destaca por possuir o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco, impulsionado principalmente pelo turismo no seu litoral, com praias internacionalmente conhecidas, como: Porto de Galinhas, Cupe, Muro Alto, Maracaípe e Serrambi. O local ainda possui um dos principais portos público do nordeste e um dos mais tecnologicamente avançados do país, abrangendo em seu território o maior estaleiro do hemisfério sul, o Estaleiro Atlântico Sul, responsável pela construção de navios petroleiros, gaseiros, conteineiros, de perfuração e plataformas offshore.


Turismo

À cerca de 1 hora da Capital pernambucana, a região de Porto de Galinhas pertence ao município de Ipojuca, e abriga praias belíssimas brasileiras. Recifes de corais protegem grande parte das prais de Porto de Galinhas que formam belas piscinas naturais com águas cristalinas que proporcionam mergulhos incríveis aos visitantes.

A principal característica turística do município não poderia deixar de ser a praia mundialmente famosa de Porto de Galinhas, eleita dez vezes consecutivas a "melhor opção de praia do Brasil" pela revista Viagem & Turismo. Sua principal atração são as piscinas naturais visitadas por milhares de turistas anualmente. Entre os muitos pontos históricos, encontra-se o Convento de Santo Antônio, fundado em 1606 e tombado pelo patrimônio histórico nacional em 1937. Ele representa um grande marco do povoamento do município.
E a chaminé do extinto vulcão em Camela.

Atrativos Turísticos

PRAIAS
Praia da Gamboa
Seu nome deriva do tupi e significa águas tranquilas. É exatamente isso que o visitante encontra ao longo dos seus 1500 m de praia. Além da areia clara e coqueiros em toda sua o extensão, os arrecifes formam uma grande piscina natural que proporciona um banho em águas calmas e pouco profundas, numa praia semi-deserta. Dela se avista o Porto de Suape e para foz do Rio Ipojuca. O acesso deve ser feito de buggy ou a pé a partir da praia de Muro Alto.

A Praia de Camboa é perfeita para quem quer um ambiente mais reservado. Por ficar a cerca de 13 quilômetros da vila, ela acaba sendo menos visitada que as mais próximas da vila principal. Camboa é repleta de coqueirais, com águas mornas e calmas (o que para alguns pode não ser interessante, mas para quem busca tranquilidade é uma ótima pedida).

Praia de Muro Alto
A praia de Muro Alto tem 2,5 mil metros e seu nome deriva das falésias de cerca de 3 m que formam um paredão em boa parte de sua extensão. Possui arrecifes em toda sua dimensão que formam piscinas de águas calmas e mornas.
O seu acesso é feito por estrada asfaltada a partir do Posto da Policia Rodoviária na PE 09. Após o resort Nanai o trajeto deve ser feito de buggy ou a pé. Pode-se também chegar a ela a partir da Praia de Cupe andando a pé pela areia.

Essa é considerada um das praias mais paradisíacas de Pernambuco, formada por um paredão de areia, coqueiros e uma parcela protegida da Mata Atlântica. É nessa praia que existe a piscina mais profunda da região de Porto de Galinhas, com 10 metros de profundidade. É nessa praia que está instalado o complexo de resorts, hotéis e residenciais de alta qualidade que atraem turistas do mundo todo.

Praia de Cupe
Está localizada ao norte da Vila de Porto de Galinhas e é mais uma opção de lazer para quem visita a localidade.

São 4,5 mil metros de praia em torno do Pontal do Cupe, onde existem arrecifes que formam piscinas boas para banho. Nos trechos sem arrecifes, a praia tem muitas vezes ondas fortes e exige atenção redobrada dos banhistas. Por isso alguns surfistas costumam pegar ondas no local.

A Praia do Cupe concentra a maior parte dos hotéis e pousadas, diversos situados na beira mar.

Praia de Porto de Galinhas
Considerada 10 vezes a praia mais bonita do Brasil, a praia da vila de Porto de Galinhas é muito badalada no verão e é o ponto de partida para os passeios de jangadas que levam até as belíssimas piscinas naturais, que ficam somente a cinco minutos da praia. Ela tem as águas muito tranquilas, cristalinas e são perfeitas para curtir com a família e amigos.

É a praia do Nordeste mais conhecida no sul do Brasil e adquiriu fama internacional. São 4 km de praia de areia branca e batida, coqueiros, águas transparentes e mornas. Suas piscinas naturais oferecem, além do banho, a possibilidade de apreciar seus peixes coloridos. É a praia da moda e vem conseguindo conviver com a fama e o crescimento urbano. O crescimento turístico de Porto de Galinhas, obrigou os poderes públicos a dotá-la de infra-estrutura conveniente para atender a todos com o conforto necessário de dia e de noite.



Praia de Maracaípe
Praia de Maracaípe é conhecida como o paraíso dos surfistas, pois ele já entrou para o calendário nacional e internacional do surf em decorrência de suas águas claras e ondas fortes. É por isso perigosa para banho. Seu clima é jovem e descontraído. Maracaípe conquista o visitante por sua beleza natural e extensa rede de coqueiros.

O acesso por carro é possível através de uma estrada que acompanha a areia da Praia em quase toda sua extensão até a Vila de Todos os Santos onde se encontram bares e restaurantes, praticamente, a beira mar. Uma das regiões mais belas e menos exploradas de Porto de Galinhas, é onde acontece o encontro do rio e do mar. Não há como chegar lá de carro, apenas caminhando, e é até por isso que é uma área mais tranquila e com poucos turistas.

Praia da Enseadinha
A Praia de Enseadinha fica do outro lado do Pontal de Maracaípe e tem características semelhantes: arrecifes de corais, ondas fracas, vegetação de mangues.

É, em geral, uma praia deserta. Vale um passeio em grupo. Na maré baixa é possível atravessar a pé do Pontal até a Praia de Enseadinha.

Além desta forma de acesso a única outra possibilidade é a caminhada a pé partir da Praia de Serrambi.


Ponta e Praia de Serrambi
O nome desta praia surgiu a partir de um marisco que existia em abundancia chamado “Cernambi”. É uma praia com faixa média de areia e mar de águas calmas. Existem 2 hotéis e 6 pousadas. Veja a busca de hotéis e pousadas.

O mar de Serrambi durante algum tempo esteve sob a mira dos caça-tesouros. Acreditou-se que, após quase 300 anos, tivesse sido encontrada uma das maiores preciosidades portuguesas naufragada na região. Em 1726, o Galeão Santa Rosa teria afundado no litoral sul pernambucano com uma carga de ouro avaliada entre R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão. Atualmente essa possibilidade parece ter sido descartada pois as peças encontradas nos destroços do navio se assemelham mais com as de um antigo veleiro de carga.

Praia de Cacimbas
Tem uma larga faixa de areia. É uma praia boa para banho nas marés baixas.

Apresenta uma formação rochosa rebaixada com a forma de uma cacimba com 50 m de largura e 1,5 km de extensão que deu origem ao nome do local.

Dentro, na maré alta, há uma piscina natural e pequenas grutas.

A região é ideal para quem busca um banho calmo. Possui um belo coqueiral.



Praia de Toquinho
É uma praia de areia fina e batida que fica quase numa península com ondas fortes do lado do oceano e águas calmas do lado do Rio Sirinha em que possibilita ancoradouros particulares de barcos.

A praia possui uma barreira de recifes semelhante à da praia de Muro Alto e que permite o encontro das águas do rio Sirinhaem com o mar. Possui também um belo coqueiral.

O acesso é através de uma estrada de terra a partir de Serrambi. Um condomínio fechado dificulta o acesso à praia, que é quase privativa do condomínio.


Outras Atrações

Igreja Nossa Senhora do Ó
A igreja tem esse nome por causa do padre Teixeira do Ó, responsável por construir a pequena capela cristã que acabou atraindo vários moradores para a região.

A história conta que a igreja mantinha uma imagem de Nossa Senhora grávida e, por isso, também é conhecida por Nossa Senhora do Parto.

Por não acharem que era possível a Virgem Maria estar grávida, fieis esconderam a imagem, que foi encontrada quase 200 anos depois.


Convento de Santo Antônio (Ipojuca)
O Convento de Santo Antônio, localizado no município de Ipojuca, no estado de Pernambuco, é um dos mais antigos do Brasil e foi fundado em 1606 pelo frei Leonardo de Jesus, na época, Ministro Provincial da Custódia Franciscana. É considerado como um bem do patrimônio artístico e histórico, tendo sido tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, em 1937.

Consta que naquele ano do século XVII, frei Leonardo, ao desempenhar pela segunda vez a direção da Província Franciscana do Brasil, promoveu a fundação simultânea dos conventos franciscanos do Rio de Janeiro, Recife e Ipojuca. Devido a importância religiosa do convento de Ipojuca, este foi alvo, durante décadas, de muitas romarias, representando um grande marco do povoamento do município. Dentre os frades mais ilustres falecidos no convento, esta o pernambucano João de Santa Ângela (-/1756), autor de quatro teses em latim, todas impressas em Lisboa, nos campos da lógica, física, metafísica e teologia.

Lendas: O convento é o único que possui a imagem de Jesus crucificado com as mãos para o alto, em uma cruz sem emendas. Saiba Mais


Engenho de açúcar
Uma usina (do francês usine), engenho de açúcar ou simplesmente engenho (do latim ingeniu) é, stricto sensu, a moenda de cana-de-açúcar. Lato sensu, designa todo o estabelecimento agroindustrial especializado na transformação da cana-sacarina em açúcar, melaço, aguardente de cana e etanol.

Engenho Gaipió
Um dos principais da região, o Engenho Gaipió está localizado na zona rural ipojucana e foi, por muito tempo, o lar de importantes personalidades de Pernambuco, como o ex-governador Ambrósio Machado da Cunha Cavalcanti. A casa-grande, construída em 1863, preserva os móveis ao estilo neoclássico e a decoração típica da sociedade do século XIX.

Engenho Canoas
O Engenho de Canoas foi um dos mais importantes do estado, onde são produzidos até hoje mel, rapadura e cachaça de forma artesanal. No espaço, acontecem todos os anos, no dia 12 de junho, a Festa de Santo Antônio, uma comemoração em homenagem ao santo padroeiro, que reúne fiéis de várias partes do país.

Engenho Massangana
Próximo a Ipojuca, localizado no Cabo de Santo Agostinho, o Engenho Massangana é um dos encantadores conjuntos arquitetônicos do século XIX. A propriedade apresenta um museu de móveis datado do mesmo período, situado no prédio principal, e a capela barroca de São Mateus. Nesses espaços, o escritor Joaquim Nabuco viveu boa parte de infância e iniciou sua luta abolicionista.

Passeio de Jangada
O passeio de jangada até as piscinas naturais é o mais procurado pelos visitantes. O horário de saída varia conforme a tábua de maré, portanto, é possível se ter uma previsão da saída, mas o horário exato só será anunciado no dia do passeio. A maré precisa estar abaixo de 0.5, caso contrário a visibilidade fica prejudicada. Confira aqui a tabela da tábua das marés. O melhor horário para ir até às piscinas naturais é 2 horas antes até 2 horas depois da maré mais baixa. O ponto de encontro com o jangadeiro será na praia central da Vila de Porto de Galinhas (só chegar lá que você já vai ver as jangadas dispostas uma ao lado da outra). As piscinas se formam próximas à areia, de modo que, na maré baixa é possível chegar caminhando em algumas delas.

No centro da Vila (na própria Praia da Vila), a Prefeitura de Ipojuca faculta aos turistas a opção de ir caminhando até algumas das piscinas naturais, gratuitamente. É preciso pegar uma senha e um guia acompanha um grupo de turistas. O tempo de permanência nas piscinas é limitado e a visita é somente contemplativa.

Passeio de bugue (buggy)
O segundo passeio mais procurado em Porto de Galinhas é o passeio de bugue, chamado de “ponta a ponta”.

O passeio (até 4 pessoas) dura em média de 6 horas e o bugueiro busca os passageiros nas pousadas/hotéis e de lá parte segue até a Praia de Muro Alto. Outras paradas são na Praia do Cupe e no Pontal do Maracaípe.

Assim, o roteiro do passeio de contempla as praias de Muro Alto, Cupe, da Vila e Maracaípe.


Gastronomia
A culinária de Ipojuca - PE foi influenciada diretamente pelas culturas europeia, africana e indígena. Diversas receitas originais provenientes de outros continentes foram adaptadas com ingredientes encontrados com facilidade na região, resultando em combinações únicas de sabores, cores e aromas.
São imperdíveis os pratos à base de peixes e crustáceos, além da tradicional carne de sol, carne de bode, queijo de coalho e a tapioca, que fica ainda mais saborosa acompanhada de um refrescante caldo de cana. E, para a sobremesa, as mais famosas iguarias pernambucanas: o Bolo Souza Leão e o Bolo de Rolo, reconhecidos como Patrimônio Imaterial do Estado.

Refinado e símbolo da cidade, o restaurante Beijupira tem em seu menu pratos premiados e famosos no mundo todo, que misturam frutas locais e pescados, com um design criativo e divertido. Um de seus pratos mais famosos é o Camarulu, que leva na receita camarão com mel de engenho e arroz com maracujá, uma experiência e tanto. A decoração é inspirada no clima local, feita com palha, barro, madeira, objetos rústicos da região, que combinam perfeitamente com o clima de praia do nordeste, já que ele fica à poucos metros do mar. Rua Beijupira, 90| Tel.: (82) 3298-6520 | Site

Vida noturna em Porto de Galinhas
A vida noturna em Porto de Galinhas oferece opções para todos os gostos. Para aqueles que curtem uma balada, a Birosca da Cachaça e a boate Lua Morena são ótimas opções, muito recomendadas por quem frequenta o local.

Calçadão
Chamada de Calçadão pelos nativos, a rua que tem acesso restrito a veículos é o “point” da vila. O lugar tem várias lojas, restaurantes e agências turísticas, e costuma ficar movimentado à noite. É um bom lugar para ver gente, comprar algumas lembranças para dar aos amigos e tirar fotos.

Além disso, caminhar pelas ruas da cidade e pelo centrinho à noite é sempre uma ótima opção, até mesmo porque a feira de artesanato atrai inúmeros visitantes após o pôr do sol, quando o clima está mais fresco e perfeito para caminhadas na cidade.


Cultura
A cidade possui diversos grupos culturais que seguem da cultura popular a cultura de massa, espalhados pelos bairros de: Nossa senhora do Ó, Ipojuca Sede, Camela, Serrambi, Porto de Galinhas e Maracaipe. A cultura do Município é vasta em sua diversidade com grupos de Maracatu, Orquestra de Frevo, Peixe-Boi-Maracatu, Ciranda, Coco, Quadrilha Junina, grupo de dança popular, etc...

Cultura Popular: Okun Jambá, Alfaias da Praia, Orquestra-Frevarte, Peixe Boi, Ciranda de Caicó, Coco de Dona Madá, Junina Flor do São João, Junina Quentão, Grupo Albatroz, Espaço Criativo.

Cultura de Massa: Nostra-Rua, Quadro em Branco, Despertarte, Kit-Dance, Malokas do Litoral, Lobos do Passinho.



Aspectos naturais

O Projeto Hippocampus é um centro ambiental que busca preservar e pesquisar sobre a vida dos cavalos-marinhos. O projeto já conseguiu levar mais de 100 mil filhotes de cavalos-marinhos para a natureza e oferece visitas guiadas com biólogos e veterinários.

Sala de Exposição
A sala de visitação do Projeto Hippocampus exibe aquários com cavalos-marinhos oriundos de ambientes naturais e espécimes nascidos e crescidos em nosso laboratório, além de outros peixes e invertebrados representantes da fauna marinha pernambucana. Nesse espaço, você visualiza os animais, realiza uma visitação com guia e assiste um pequeno vídeo Institucional (6 min) falando sobre a vida dos cavalos-marinhos.  Site - Saiba Mais

Relevo e clima
O relevo do município é composto por mar de morros.

O município tem clima tropical, do tipo Am, com verão quentes, cujas máximas podem alcançar os 35 °C. O inverno é chuvoso e ameno, com mínimas que descem a 16 °C em alguns dias. O município registra em média 2 144 mm de precipitação anualmente. A temperatura média é de 24,8 °C.

Fauna e flora
A vegetação é composta por mata atlântica.

Histórico
Inicialmente, a praia era chamada de Porto Rico, devido à sua abundância em pau-brasil. No auge da escravidão no Brasil, era o principal ponto de comércio de escravos ilegais no nordeste brasileiro, que muitas vezes chegavam escondidos embaixo de engradados de galinhas-d'angola. A chegada dos escravos ilegais ao porto costumava ser anunciada pela frase tem galinha nova no porto! Desta forma, a praia de Porto Rico ficou conhecida como Porto de Galinhas. A partir do início da década de 1990, tornou-se um polo turístico. Isto gerou danos à vida marinha na região, obrigando o controle da atividade dos turistas a partir de 2014.

Ipojuca  é um município de Pernambuco, que pertencente à Mesorregião Metropolitana do Recife e à Microrregião de Suape. É um dos integrantes da Região Metropolitana do Recife, distando cerca de 40 quilômetros ao sul da capital pernambucana.  A cidade de Ipojuca se destaca por possuir o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco, impulsionado principalmente pelo turismo no seu litoral, com praias internacionalmente conhecidas, como: Porto de Galinhas, Cupe, Muro Alto, Maracaípe e Serrambí. Ainda possui um dos principais portos público do nordeste e um dos mais tecnologicamente avançados do país, abrangendo em seu território o maior estaleiro do hemisfério sul, o Estaleiro Atlântico Sul, responsável pela construção de navios petroleiros, gaseiros, conteineiros, de perfuração e plataformas offshore. Quando os holandeses invadiram Pernambuco, no século XVII, já havia diversos engenhos estabelecidos na região. Este local participou da resistência aos holandeses, sob a liderança do capitão-mor Amador de Araújo, em uma luta iniciada em 17 de julho de 1645. Dessa forma, Ipojuca consolidou-se como uma das mais importantes regiões do sistema colonial. Com dois portos - Suape e Porto de Galinhas - além da maior várzea de massapê da região, Ipojuca fazia parte do comércio colonial triangular. Porto de Galinhas ganhou esse nome porque era assim que eram comumente chamados os escravos chegados da África, naquele período. O nome do município é uma referência ao Rio Ipojuca, que banha seu território.

Localização
Localizada no município de Ipojuca e a 50 km de Recife, Porto de Galinhas é o principal pólo turístico do litoral sul de Pernambuco. 

Como chegar
Saia de Recife ou do Aeroporto Internacional de Recife/Guararapes por um trecho movimentado e duplicado da BR-101. Antes de Cabo de Santo Agostinho, pegue a PE-009 (duplicada e pedagiada) até Nossa Senhora do Ó, passando pela região do Porto de Suape. De Nossa Senhora do Ó até Porto de Galinhas são 11 km em pista simples em ótimas condições.

De Carro:
De Recife o principal acesso é pela BR-101, onde se pega a PE-060 até Ipojuca. A partir de Ipojuca, é preciso pegar a PE-038 até Nossa Senhora do Ó e, então, a BR-009, que passa próximo da praia de Muro Alto, Cupe e vai até o centro de Porto de Galinhas. Saindo do sul, o acesso se dá pela BR-101 e pela PE-060.

De Ônibus:
Ônibus para Porto de Galinhas saem da frente do Aeroporto Internacional do Recife e também do TIP (rodoviária) em vários horários. O trajeto entre o aeroporto e Porto de Galinhas é feito em ônibus tipo executivo, pela Viação Cruzeiro, que faz várias paradas do caminho (R$ 11).

Não há rodoviária em Porto de Galinhas e o desembarque do ônibus é feito próximo ao posto de gasolina. Converse com o motorista para saber qual é o ponto de descida mais próximo de sua pousada ou hotel.

De Avião:
Porto de Galinhas fica situado no litoral norte do Brasil, a quase 70 km de Recife, a capital do estado de Pernambuco. O aeroporto mais próximo é chamado de Gilberto Freyre, localizado em Recife, mais conhecido como Guararapes. E pode-se chegar a esse aeroporto de qualquer outro estado do Brasil.

Fonte:
https://www.ipojuca.pe.gov.br/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ipojuca

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Espetáculo da Paixão de Cristo (teatro) Nova Jerusalém - Turismo Pernambuco - PE


Nova Jerusalém é um teatro brasileiro ao ar livre, localizado no distrito de Fazenda Nova, município de Brejo da Madre de Deus, a 202 km do Recife, no estado brasileiro de Pernambuco.

Seus cenários buscam representar uma reconstrução parcial da cidade de Jerusalém nos tempos em que viveu Jesus. Seu projeto foi idealizado e construído por Plínio Pacheco. Todos os anos, durante a Semana Santa, realiza-se o popular espetáculo "Paixão de Cristo de Nova Jerusalém". Participam dessa encenação cerca de 500 pessoas, entre atores de expressão nacional, atores regionais e figurantes.

Em 1972, o local foi palco da Feira Experimental de Música de Nova Jerusalém, um festival de música que foi considerado o Woodstock brasileiro.

Considerado o maior teatro a céu aberto do mundo, conta com lagos artificiais, nove palcos, uma muralha de 3.500 m e 70 torres.

Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é uma peça teatral brasileira criada por Epaminondas Mendonça no ano de 1951, com base na Paixão, que é celebrada todos os anos durante a Semana Santa em Brejo da Madre de Deus, no estado brasileiro de Pernambuco. A peça é encenada tradicionalmente ao ar livre reproduzindo os últimos passos de Jesus na Terra, e já reuniu mais de 4 milhões de pessoas. A cidade-teatro de Nova Jerusalém foi idealizada por Plínio Pacheco em 1956, e inaugurada no ano de 1968.

Francisco Cuoco, Susana Vieira, Mauro Mendonça, Murilo Rosa, Thiago Lacerda, Eriberto Leão, Patrícia Pilar, Giovana Antonelli, Cristiana Oliveira, Oscar Magrini, Carol Castro Carmo Dalla Vecchia, Herson Capri, Miguel Falabella, Letícia Spiller, Grazi Massafera e outros grandes atores já atuaram em Nova Jerusalém. A partir de 1995, a peça passou a contar sempre com presença de atores e atrizes da Rede Globo, que patrocina o evento. O teatro, o maior do mundo, possui uma área de 100.000 m² (cem mil metros quadrados).



A Rede Globo é a principal emissora que transmite o espetáculo, em parceria com a TV Globo Nordeste desde 1995. Anteriormente (até 2006), a emissora transmitia a peça ao vivo, quando os links começaram a ser gravados para serem transmitidos no sábado onde até hoje mantém a "tradição" na emissora.

Dados
Número de atores e figurantes: 550
Números de técnicos e assistentes: 400
Números de figurinos: 800

Abertura das bilheterias: 8h00 • Abertura dos portões: 16h00 • Início do espetáculo: 18h

Elenco - 2019
Juliano Cazarré - Jesus
Priscila Fantin - Maria
Gabriel Braga Nunes - Pilatos
Rafaella Carvalho - Herodíades
Nínive Caldas - Madalena
Bruno Lopes - Apóstolo João
Ricardo Tozzi - Herodes

História

O espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém teve sua origem nas encenações do Drama do Calvário, realizadas nas ruas da vila de Fazenda Nova, Pernambuco, no período de 1951 a 1962, graças à iniciativa do patriarca da família Mendonça, o comerciante e líder político local Epaminondas Mendonça.

Depois de ter lido em uma revista de variedades como os habitantes da cidade de Oberammergau, na Baviera alemã, encenavam a Paixão de Cristo, Mendonça teve a ideia de realizar um evento semelhante durante a Semana Santa a fim de atrair turistas e, assim, movimentar o comércio do lugar. Os primeiros espetáculos da pequena vila contavam com a participação apenas de familiares e amigos dos Mendonça. Com o passar dos anos, as encenações começaram a atrair atores e técnicos de teatro do Recife e a Paixão começou a ganhar fama e notoriedade em todo o estado. Fazenda Nova, vila do município de Brejo da Madre de Deus, onde aconteceram essas primeiras encenações, fica bem próxima ao local onde hoje se situa a cidade teatro de Nova Jerusalém.

A ideia de construir um teatro que fosse como que uma pequena réplica da cidade de Jerusalém para que nela ocorressem as encenações da Paixão foi de Plínio Pacheco que chegou a Fazenda Nova em 1956. Mas o plano só veio a se concretizar em 1968, quando foi realizado o primeiro espetáculo na cidade teatro de Nova Jerusalém. Desde então, já são quase 50 anos de apresentações ininterruptas dentro das muralhas, atraindo espectadores de todo o Brasil e do mundo.

O maior teatro ao ar livre do mundo é uma cidade teatro com 100 mil metros quadrados, o que equivale a um terço da área murada da Jerusalém original, onde Jesus viveu seus últimos dias. É cercada por uma muralha de pedras de quatro metros de altura e com 70 torres de sete metros cada uma. No seu interior, nove palcos-platéias reproduzem cenários naturais, arruados e palácios além do Templo de Jerusalém, constituindo obras monumentais, concebidas por vários arquitetos e cenógrafos nordestinos e pelo gênio do seu fundador Plínio Pacheco.



Galeria de Imagens: fonte - pt.wikipedia.org

Imagens da encenação da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém realizada todos os anos, durante a Semana Santa


Templo


Cenáculo


Palácio de Herodes


Sinédrio


Fórum de Pilatos


Monte das Oliveiras


Túmulo de Jesus


Local do sermão de Cristo


Muralhas externa


Local do evento


Mapa Google
https://goo.gl/maps/8xL8u7RGFL4zJNKm6

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Turismo - Arquipélago de Fernando de Noronha - Pernambuco (PE)


Fernando de Noronha é um arquipélago brasileiro do estado de Pernambuco. Formado por 21 ilhas, ilhotas e rochedos de origem vulcânica, ocupa uma área total de 26 km² — dos quais 17 km² são da ilha principal — e se situa no Oceano Atlântico a nordeste do Brasil continental, distando 545 km da capital pernambucana, Recife, e 360 km de Natal no Rio Grande do Norte. O centro comercial da ilha é o núcleo urbano de Vila dos Remédios. A administração do Parque Nacional está atualmente a cargo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Avistada pela primeira vez entre 1500 e 1502, tem sua descoberta atribuída a uma expedição comandada pelo explorador Fernão de Loronha, embora haja controvérsias; porém é certo que o primeiro a descrevê-la foi Américo Vespúcio, em expedição realizada entre 1503 e 1504. Primeira capitania hereditária do Brasil, o arquipélago sofreu constantes invasões de ingleses, franceses e holandeses entre os séculos XVI e XVIII. Em 24 de setembro de 1700, Fernando de Noronha tornou-se, por carta régia, dependência de Pernambuco, capitania com a qual já tinha uma ligação histórica. Em 1736, a ilha foi invadida pela Companhia Francesa das Índias Orientais, passando-se a chamar Isle Dauphine, porém, no ano seguinte, uma expedição enviada pelo Recife expulsou os franceses.



Turismo

As praias de Fernando de Noronha são promovidas para o turismo e o mergulho recreativo. Devido à Corrente Sul Equatorial, que empurra a água quente da África para a ilha, o mergulho a profundidades de 30 a 40 metros não exige uma roupa de mergulho. A visibilidade debaixo d'água pode chegar a até 50 metros.

Próximo à ilha existe a possibilidade de se fazer um mergulho avançado e visitar a Corveta Ipiranga, que repousa a 62 metros de profundidade, depois de ser afundada naquele ponto intencionalmente, após um acidente de navegação.

A ilha conta com três operadoras de mergulho, oferecendo diferentes níveis de qualidade de serviço. Além disso, o arquipélago conta com interessantes pontos de mergulho livre, como a piscina natural do Atalaia, o naufrágio do Porto de Santo Antônio, a laje do Boldró, dentre outros. O arquipélago possui diversificada vida marinha, sendo comum observar diversas espécies de peixes recifais, tartarugas e eventualmente tubarões e golfinhos.

Pontos turísticos
Forte de Nossa Senhora dos Remédios
Fortim da Praia da Atalaia
Igreja de Nossa Senhora dos Remédios
Morro Dois Irmãos
Palácio de São Miguel
Reduto de Nossa Senhora da Conceição
Reduto de Santa Cruz do Morro do Pico
Reduto de Santana
Reduto de Santo Antônio
Reduto de São João Batista
Reduto de São Joaquim
Reduto de São José do Morro
Reduto de São Pedro da Praia do Boldró
Reduto do Bom Jesus


Esportes
Fernando de Noronha é, reconhecidamente, um dos melhores lugares do Brasil para a prática do surfe, e suas ondas tubulares e cristalinas atraem surfistas para praias como a Cacimba do Padre, Boldró, Cachorro, entre outras. Além disso, em Fernando de Noronha há a prática de esportes, entre eles o futebol, voleibol, futebol de salão e futebol de areia. Possui competições das quatro categorias, chamada "Copa Noronha", sendo a Copa Noronha de Futebol, Copa Noronha de Voleibol, Copa Noronha de Futsal e Copa Noronha de Futebol de Areia, respectivamente. Há também a Copa Noronha de Futebol Masters, para jogadores com idade acima de 30 anos. Todas as competições são organizadas pelo Conselho de Esportes de Fernando de Noronha, setor esportivo do governo distrital.

Informações Turísticas
Programar uma viagem a Fernando de Noronha, pode significar a realização de um sonho da maioria dos brasileiros. No Arquipélago, se tem a sensação de estar em uma parte do Brasil que deu certo, são 17 quilômetros quadrados à 545 km da costa pernambucana, onde vive uma população de apenas 3.500 habitantes e o turismo é desenvolvido de forma sustentável, criando a oportunidade do encontro equilibrado do homem com a natureza em um dos santuários ecológicos mais importantes do mundo.

Vir a Noronha requer no mínimo 5 dias, para usufruir dos inúmeros atrativos naturais e vivenciar um pouco da história da nossa colonização. São inúmeras as opções de atividades e passeios, que atendem a todos os públicos e oferecem ao visitante a chance de ver todas as belezas naturais das ilhas.

Como Chegar
De avião, você tem duas opções. São dois vôos diários do Recife e dois de Natal. Para chegar pelo mar, você pode fazer um cruzeiro inesquecível à bordo de navios que visitam Noronha de outubro a fevereiro.

O arquipélago de Fernando de Noronha situa-se a quatro graus abaixo da linha do Equador, localizando-se nas coordenadas 3o 54'S de latitude e 32o 25'W de longitude. Distante 545 km de Recife, capital do Estado de Pernambuco e 360 km de Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte e 710 km da cidade de Fortaleza, capital do Estado do Ceará.

Distrito estadual de Fernando de Noronha
"Esmeralda do Atlântico" "Noronha"

Resumo Histórico
A ocupação de Fernando de Noronha é quase tão antiga quanto a do continente. Em decorrência da sua posição geográfica, o arquipélago foi uma das primeiras terras localizadas no Novo Mundo, registrada em carta náutica no ano de 1500 pelo cartógrafo espanhol Juan de La Cosa e em 1502 pelo português Alberto Cantino, neste com o nome "Quaresma".

Sua descoberta, em 1503, é atribuida ao navegador Américo Vespúcio, participante da segunda expedição exploratória às costas brasileiras, comandada por Gonçalo Coelho e financiada pelo fidalgo português Fernão de Loronha, cristão novo, arrendatário de extração de Pau-Brasil.

Foto: Antônio Melcop "O paraíso é aqui." Assim Américo Vespúcio descreveu o Ilha em 1503, que chamou de São Lourenço .

"O paraíso é aqui", disse Vespúcio quando abordou aquela ilha deserta em l0 de agosto de 1503, logo após o naufrágio da principal nau das seis que compunham a expedição. A carta que escreveu, a LETTERA, é o primeiro documento relativo à Ilha, a qual chamava de São Lourenço, fala de "infinitas águas e infinitas árvores; aves muito mansas, que vinham comer às mãos; um boníssimo porto que foi bom para toda a tripulação". Em decorrência da descoberta, em 1504, foi doada a Fernão de Loronha, que havia financiado a expedição. Foi a primeira Capitania Hereditária do Brasil, porém jamais ocupada pelo seu donatário.


Invasões estrangeiras
Abandonada por mais de dois séculos e situada na rota das grandes navegações, foi abordada por muitos povos, sendo ocupada temporariamente no século XVII por holandeses (que a chamaram "Pavônia") e no século XVIII por franceses (que a rebatizaram de "Ile Delphine").

Esse ponto vulnerável a invasões motivou a definitiva ocupação por Portugal, através da Capitania de Pernambuco, a partir de 1737, sendo construído o sistema defensivo com dez fortificações - "o maior sistema fortificado do século XVIII no Brasil" -, dentre os quais a Fortaleza de N.Sª dos Remédios. A maioria desses fortes estão de pé ainda hoje e dos demais restam evidências arqueológicas.

Na mesma época, o Arquipélago transformava-se num Presídio Comum, para presos condenados a longas penas. Foram esses presidiários a mão-de-obra que ergueu todo o patrimônio edificado e o sistema viário que interliga vilas e fortes. O cruel regime possuía até mesmo solitárias e leitos de pedra, nos quais o prisioneiro mal podia se virar de lado.

Por medida disciplinar, a fim de evitarem-se fugas e esconderijos de presos, desde essa época a vegetação original foi sendo derrubada, alterando o clima do arquipélago. Por essa razão, somente em alguns locais da ilha pode ser vista um pouco da cobertura vegetal original, como na Ponta da Sapata, na encosta do Morro do Pico e nos mirantes do Sancho, Baía dos Golfinhos e Praia do Leão.

Interesse Científico
Cientistas ilustres visitaram o arquipélago em diversas épocas, como o naturalista Charles Darwin, pai da Teoria da Evolução das Espécies, em 1832. Todos foram atraídos pela sua grande biodiversidade e levantaram dados sobre o meio ambiente, descrevendo-o em trabalhos memoráveis. Também no século XIX, artistas como os franceses Debret e Laissaily registraram em tela a ocupação humana.

Período Militar
Em 1938 o Arquipélago foi cedido à União, para a instalação de um Presídio Político. Em 1942, durante a II Guerra Mundial, criava-se o Território Federal Militar, juntamente com o Destacamento Misto de Guerra e a aliança com a Marinha norte-americana, que instalou na ilha uma Base de Apoio, com cerca de 300 homens.

Nesse período, uma superpopulação de mais de 3.000 expedicionários condicionaram a construção de casas pré-moldadas, para abrigá-los. De 1942 a 1988, a ilha foi administrada por militares: Exército, até 1981; Aeronáutica, até 1986; e EMFA, até 1987. Ainda território federal passou para o MINTER, tendo o seu único Governador Civil. Nesse período, entre 1957 e 1965, houve uma nova presença americana, no Posto de Observação de Mísseis Teleguiados.

Em 1988, por força da Constituinte, foi reintegrado ao Estado de Pernambuco, sendo hoje um Distrito Estadual. Também em 1988 foi criado o Parque Nacional Marinho, coexistindo, no espaço de 26 km², o PARNAMAR/FN e a Área de Proteção Ambiental estadual.

Em 13 de dezembro de 2001, a UNESCO considerou o arquipélago SÍTIO DO PATRIMÔNIO MUNDIAL NATURAL, tendo o diploma sido entregue em 27 de dezembro de 2002. Em 2003, comemorou-se 500 anos da entrada de Fernando de Noronha na história dos homens. 500 anos da sua primeira abordagem, de sua descrição, por um dos maiores navegadores da história, Américo Vespúcio.

Fonte: noronha.pe.gov.br

Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha *
Proteção total 

A criação do parque, que junto com a Área de Proteção Ambiental (APA) de Fernando de Noronha protege praticamente 100% de todo o arquipélago, foi fundamental para a conservação do frágil e exuberante ecossistema do local.

Desde 2001, Noronha é tombado pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade, juntamente com Atol das Rocas, outra unidade de conservação gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no litoral entre Pernambuco e Rio Grande do Norte.

As praias de Noronha, que atraem turistas o ano todo, são marcadas pela tonalidade verde-esmeralda das águas e pela acessibilidade a pessoas com deficiência. Algumas de mar calmo, são ideiais para o relax. Outras com ondas mais altas, são cobiçadas pelos surfistas. Dentre todas, se sobressai a praia do Sancho, eleita a mais bela do mundo.


Sítios históricos

Além das praias, baías e natureza riquíssima, Noronha também reserva outra surpresa para os turistas: a caminhada pelos sítios históricos, que guarda 500 anos de história do Brasil, tornando o arquipélago, além de patrimônio natural, um espaço da memória brasileira

Isso pode ser conferido numa visita a dois monumentos: o Forte de Nossa Senhora dos Remédios e a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, construídos no período da colonização portuguesa – o primeiro para assegurar a integridade do território e de seus habitantes; e o segundo para criar uma conexão com o divino.

Já em frente ao Palácio de São Miguel, os visitantes podem ver ainda hoje antigos canhões usados na defesa do arquipélago durante a Segunda Grande Guerra Mundial.

Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, Fernando de Noronha pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata do Recife. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Fernando de Noronha, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana do Recife.


Geologia
As ilhas deste arquipélago são as partes visíveis de uma cadeia de montanhas submersas. Fernando de Noronha é composto por 21 ilhas, ilhotas e rochedos de origem vulcânica, e possui uma área total de 26 km². A ilha principal compreende 91% da área total do arquipélago, com uma área de 17 km2, sendo 10 km de comprimento e 3,5 km de largura no seu ponto máximo. A base dessa enorme formação vulcânica está cerca de 4 000 metros abaixo do nível do mar. O planalto central da ilha principal é chamado de "Quixaba". As ilhas da Rata, Sela Gineta, Cabeluda e São José, juntamente com as ilhotas do Leão e Viúva compõem praticamente todo o restante do arquipélago.

Flora e fauna
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lista 15 possíveis espécies de plantas endêmicas do arquipélago, incluindo espécies dos gêneros Capparis noronhae (duas espécies), Ceratosanthes noronhae (três espécies), Cayaponia noronhae (duas espécies), Moriordica noronhae, Cereus noronhae, Palicourea noronhae, Guettarda noronhae, Bumelia noronhae, Physalis noronhae e Ficus noronhae.

As ilhas têm duas aves endêmicas - a cocoruta (Elaenia ridleyana) e o Noronha Vireo (Vireo gracilirostris). Ambas estão presentes na ilha principal; Noronha Vireo também está presente na Ilha Rata. Além disso, há uma corrida endêmica do avoante Zenaida auriculata noronha. Um roedor sigmodontine endêmico, Noronhomys vespuccii, citado por Américo Vespúcio, está extinto. As ilhas têm dois répteis endêmicos, Amphisbaena ridleyi e Trachylepis atlantica.

O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha é uma unidade de conservação de proteção integral administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Criado em 1988, ocupa a maior parte do arquipélago e possui uma variedade de fauna e flora únicas. Ótimo local para turismo, porém, devido à fiscalização do ICMBio, algumas das ilhas têm a visitação controlada. Boldró é onde está localizado o centro de convenções do Projeto TAMAR/ICMBio. Seu nome foi dado por militares americanos e é originário da expressão em inglês Bold Rock, que significa Pedra Saliente em português.




Clima
O clima da ilha é o tropical (do tipo As' na classificação climática de Köppen-Geiger, quente o ano todo, com temperatura média anual de 26 °C e chuvas concentradas entre fevereiro e julho, sendo abril o mês mais chuvoso (290 mm). A amplitude térmica é muito pequena, característica da região da Linha do Equador. Ao longo do ano a temperatura da água do mar varia entre 26 °C e 28 °C. Com mais de 2 900 horas de sol por ano, a umidade do ar é relativamente elevada, com médias mensais entre 70% e 90%.

Praias

Mar de Dentro
Baía de Santo Antônio, (onde fica localizado o porto)
Praia da Biboca
Praia do Cachorro, na Vila dos Remédios (no centro histórico da ilha)
Praia do Meio
Praia da Conceição ou de Italcable
Praia do Boldró, na Vila Boldró
Praia do Americano
Praia do Bode
Praia da Quixabinha
Praia da Cacimba do Padre
Baía dos Porcos
Baía do Sancho (baía de águas transparentes, cercada por falésias cobertas de vegetação)
Baía dos Golfinhos ou Enseada do Carreiro de Pedra
Ponta da Sapata

Mar de Fora
Praia do Leão
Ponta das Caracas
Baía Sueste
Praia de Atalaia
Enseada da Caeira
Buraco da Raquel
Ponta da Air France

Mapa do Arquipélago de Fernando de Noronha.

O Que Levar
Um par de tênis adequado, protetor solar, roupas leves e por precaução um agasalho, chapéu, trajes de banho, chinelo, óculos escuros, equipamentos de mergulho, que também podem ser alugados na ilha, e muita disposição. Leve também dinheiro em espécie, porque a maioria dos estabelecimentos comerciais do Arquipélago não recebem cartão de crédito. Inclusive porque o Banco Real é o único banco com uma agência no Árquipélago e não há casas de câmbio.

Melhor época para visitar
Em Fernando de Noronha, a temperatura média é de 28 graus na terra e 26 graus no mar, tendo apenas duas estações: uma seca (de setembro à março) e outra chuvosa (de abril à agosto), sendo que o período de chuva é caracterizado por chuvas esporádicas, intercaladas por sol intenso.

Mergulho Autônomo
Os mais experientes mergulhadores já afirmaram: Noronha é um dos melhores pontos de mergulho do mundo. E esta afirmação não se dá por acaso, afinal são poucos os lugares no planeta quem têm média de temperatura da água de 26° e visibilidade de até 50 metros na horizontal. Isso para não falar da diversidade de vida marinha. É comum se escutar a seguinte frase na ilha: Vir a Noronha e não mergulhar é a mesma coisa que ir a Roma e não ver o Papa. Descubra você mesmo o porque desta frase e não é nem preciso saber mergulhar basta ter interesse, pois quem nunca mergulhou poderá realizar o batismo Submarino, acompanhados de um instrutor de mergulho a uma profundidade de até 12 metros. Já os mais experientes com curso comprovado farão mergulhos mais profundos.

Recomendamos usar: sandálias, boné, roupa de banho e mergulho.
Levar: material fotográfico subaquático.
Duração aproximada: 4 horas.
Nível de dificuldade: Leve.

Bens Tombados
Fortaleza Nossa Senhora dos Remédios: tombada pelo IPHAN em 1961
Igreja Nossa Senhora dos Remédios: tombada pelo IPHAN em 1981

Bens em Processo de Tombamento
Sistema Fortificado do século XVIII: em processo de tombamento pelo IPHAN

Sítios Arqueológicos Registrados no CNSA/IPHAN
Fortaleza Nossa Senhora dos Remédios 
Forte São Pedro do Boldró 
Forte Santo Antônio 
Forte Nossa Senhora da Conceição 
Reduto Sant’ Anna 
Forte São João Batista dos Dois Irmãos 
Forte São Joaquim do Sueste 
Forte Bom Jesus do Leão 
Aldeia dos Sentenciados 
Armazém Agrícola

Zona Histórico-Cultural
Santo Antônio / Air France
Vila dos Remédios 
Italcable 
Floresta Velha 
Vila do Trinta
Boldró 
Três Paus 
Vila da Quixaba 
Base da Marinha Americana / Estrada Velha do Sueste

Taxa de Ancoragem

TAXA DE ANCORAGEM POR DIA OU FRAÇÃO, SEM MOVIMENTAÇÃO DE MERCADORIA
Para embarcações de: Passeio, mergulho, veleiro, iates, etc.

COMPRIMENTO DA EMBARCAÇÃO VALOR EM R$
Até 5m (cinco metros)                                         56,80
Entre 5m e 10m (cinco e dez metros)              84,91
Acima de 10m (dez metros)                                 226,40


NA EXISTÊNCIA DE MOVIMENTAÇÃO DE MERCADORIA, ACRESCENTAR POR TONELADA
Para embarque e desembarque de mercadoria em geral e lixo.

MERCADORIA POR TONELADA VALOR EM R$ POR TONELADA
Até 200 (duzentas) 4,29
De 201 à 1.000 (duzentos e um à mil) 2,83
Acima de 1.000 (mil) 1,99

Obs: valores atualizados em face da lei nº 11.022/2000 e Port. SF nº 244/2001, 285/2002 e 190/2003.

Tabela da Taxa de Preservação Ambiental

Tempo de Permanência
(em dias) Valor da TPA 2019 (em R$)
1                                          73,52
2                                          147,04
3                                          220,56
4                                          294,08
5                                          361,71
6                                          414,66
7                                          467,59

27                                          4.125,32
28                                          4.463,44
29                                          4.816,26
30                                          5.183,78



Site Oficial do Arquipélago de Fernando de Noronha


Educação
Para que melhor se possa formar idéia sobre o que seja a educação em Fernando de Noronha, é necessário considerar alguns aspectos. A característica geográfica, sócio e econômica local, se difere e muito das ocorridas no continente.

Geograficamente Fernando de Noronha é parte integrante de um arquipélago distante 550 km de Recife e 375 km de natal. Constituí-se de 20 rochedos e ilhas, é na maior, com 16 km de área, que vivem todos os seus habitantes. O sistema viário é composto da BR 376, com 7.9km de extensão aproximadamente, ligando o porto ao aeroporto, em torno da qual situam-se os núcleos habitacionais, e ruas secundárias que dão acesso às praias e a todas as áreas habitadas de Fernando de Noronha.

Aproximadamente 2.100 pessoas residem no arquipélago, dos quais, aproximadamente, 180 se encontram matriculados na Escola-Bem-me-quer, no ensino da pré-escola, e 630 na Escola Arquipélago, no ensino Fundamental e Médio. Logo, mais de 1/3 da população noronhense é parte integrante da única rede de ensino disponível no arquipélago. A rede Pública Estadual.

O arquipélago é de origem vulcânica, localizada no Atlântico Equatorial, descoberto em 1503 por Américo Vespúcio, participante da segunda expedição exploradora da costa brasileira, cujo comando estava sob a responsabilidade de Gonçalo Coelho. O financiamento da expedição estava a cargo do fidalgo português Fernão de Loronha.

A descoberta do arquipélago se deu por acaso, uma vez que a nau bateu e naufragou no local conhecido como pedras secas, e toda a tripulação foi salva na ilha principal, onde permaneceram por quase dois anos, até serem resgatados e levados a Portugal.

Longos anos de abandono se seguem. O financiador da expedição recebe da coroa portuguesa o arquipélago sob a forma de capitania hereditária, fato ocorrido em 1504, todavia, jamais esteve no local. A partir de 1530 o Brasil passou a ser colonizado, e suas terras doadas também sob a forma de capitanias hereditárias sendo Fernando de Noronha a 1ª capitania hereditária do Brasil.

Após 1556 Noronha passa a ser abordados por franceses, piratas e holandeses. Os franceses inclusive, estiveram na ilha diversas vezes, a saber: 1556, 1612 e 1736. Há registro de permanência pirata e de Holandeses. A Holanda invadiu Noronha por volta de 1620, e lá permaneceu até sua derrota e expulsão dos bravos pernambucanos, ocorridas em meados de 1654.

Com este esboço, elucidamos o início das atividades da Escola Arquipélago Fernando de Noronha. Todavia, não há como falar do início das atividades da Escola, sem antes falar da descoberta do Arquipélago, seu abandono, suas constantes abordagens por parte de diversas nações européias e as deficiências e dificuldades enfrentadas para sua colonização e a implantação de um sistema de aprendizado e escolarização da população insular.

Pela sua localização geográfica privilegiada no Atlântico Equatorial, e sua inclusão na rota dos roteiros de navegação. Noronha passou a ser ponto estratégico para vários roteiros e intenções

Após a expulsão dos holandeses do nordeste do Brasil, e conseqüentemente de Fernando de Noronha, a ilha passou novamente por longo período de aparente esquecimento e conseqüente abandono. Só em 1737, passou a receber presos regularmente, ocasião que se consolidou como Colônia Correcional. As atividades de presídio correcional permaneceu até 1938

A primeira evidência de um estabelecimento específico voltado exclusivamente para o ensino se deu em 1890 conforme registro do livro de matrícula da Escola Púbica Mista do Presídio de Fernando de Noronha, estabelecida no local onde atualmente funciona o banco Real. O livro evidencia atividades constantes até 1916.

Várias outras unidades de ensino foram criadas e mantidas no Arquipélago, a exemplo do Grupo Escolar Major Costa fundado em 1957 e o ginásio fundado em 29 de fevereiro de 1964, funcionando onde hoje se encontra o Parque Flamboaiã, e através de vários convênios e dotações orçamentária, Noronha passou por diversas tentativas de implantação e modalidades de ensino, tudo na condição de território federal. Por está localizada geograficamente no meio, do oceano atlântico, muito tempo se perdeu até que se encontrasse um caminho para organizar uma estrutura capaz de atender a população insular, e ainda assim, de forma irregular se comparado ao aparato procedimental e as facilidades de mão - de - obra especializada encontrado no continente.

Em 02 de março de 1972, através da lei de nº. 5.692, de 11 de agosto de 1971, é constituída a Unidade Integrada de Ensino de 1º Grau do Território Federal de Fernando de Noronha, que absorve as atividades da Escola Major Costa e do Ginásio de Noronha. Para a consecução de seus objetivos a U.I.E. era mantida pelo MEC através do Departamento de educação e Cultura do então Território, sob o regime de externato, absorvendo inclusive crianças com idade de 03 a 06 anos, freqüentadoras do jardim da Infância.

Desde os primórdios que a educação em Noronha padece de corpo docente habilitado para suas atividades. Na época do Brasil colônia, a docência era realizada pelas esposas dos Comandantes-Governadores, sendo sucedidas pelas esposas dos militares e por leigos da própria comunidade que, alfabetizados, passavam os ensinamentos das primeiras letras.

Em 1981, foram firmados convênios com diversos colégios em Pernambuco e no Rio Grande do Norte, nas modalidades de ensino internos e externos, foram eles: Diocesano de Garanhuns, Colégio Santa Dorotéia de Pesqueira, Colégio Santa Águida de Ceara-Mirin no RGN, Colégio São Bento de Olinda, Colégio Maria Tereza em Recife e a Escola técnica de Natal, CEPREVE de Recife, e Colégio Elo no Recife.

A implantação do ensino de 2º grau (supletivo) se deu em agosto de 1985 e funcionava em duas salas no horário noturno nas dependências do U.I.E. Este projeto experimental foi batizado de CES-(Centro de Estudos Supletivos de Fernando de Noronha). Com isto, constatamos que algumas deficiências e dificuldades sentidas pelos os envolvidos com a educação da comunidade noronhense de então, permanecem em grande parte, até hoje.

Em 1988 com a reanexação, de Fernando de Noronha volta à Pernambuco, e a escola passa a ser administrada pela Secretaria de Educação do Estado, passando a se chamar Escola Arquipélago Fernando de Noronha.

Hoje a instituição passa por inúmeras inovações que vão da estrutura física e passa por uma atualização metodológica e pedagógica, atendendo as necessidades que se apresentam nesse espaço insular.

Logo, ensinar em Noronha é um constante aprendizado.

Arquipélago Fernando de Noronha
Fonte: http://www.noronha.pe.gov.br
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